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Opinião
Segunda - 09 de Agosto de 2010 às 18:22
Por: Lourembergue Alves

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A disputa pela chefia do Executivo estadual ainda não está definida. Falta bastante para isso. Sobretudo quando se percebe que as coligações e as candidaturas não se fazem presente nas ruas. Preferem, pelo menos por ora, atuarem nos bastidores, bem como no tribunal. Batalhas necessárias, porém não de caráter decisivos. 

Parece, no entanto, não ser essa a leitura dos envolvidos diretos no jogo político-eleitoral. Por isso se têm, por exemplo, mais de trinta representações no Tribunal Regional Eleitoral do Estado. São representações contra irregularidades na propaganda eleitoral.

Dos quatro candidatos ao governo do Estado, apenas o indicado pelo PSOL não aparece na lista dos acusados, sem, contudo, deixar de constar na dos denunciadores. Nesta o tucano moveu uma ação contra o peemedebista, que já havia ingressado contra o peessedebista, e ambos, por outro lado, também foram representados pelo Ministério Público do Estado; enquanto o socialista era acionado pelo PSDB, em razão de ter distribuído cartas às residências dos alunos do sistema Fiemt e Senai.
Comportamento que transforma o tribunal em extensão do palanque, deslocando parte da disputa política para a briga jurídica. O que não é uma boa opção. Sobretudo quando se percebe que a maioria das ações não traz a fundamentação jurídica necessária e imprescindível.

Deduz-se daí que a estratégia é o enfraquecimento das candidaturas adversárias. Tática que nem sempre rende dividendos suficientes para cativarem o eleitor. Pois esse não se atém às querelas político-jurídicas, muito menos aos palavreados dos advogados, promotores e juízes. Até porque uma multa aplicada pela Justiça não afasta o votante do candidato condenado, nem do postulante que o governante esteja apoiando. Aliás, é exatamente isso que alimenta, por outro lado, o “deboche” do presidente da República a respeito das multas que lhe são cobradas por propaganda extemporânea e indevida. 

Quadro ruim. Ainda mais quando se percebe que o jogo está sendo deslocado de campo. Mesmo que parcialmente. Isso faz com que as candidaturas e suas acessórias atrasem um pouco em botar os “blocos” nas ruas. 

Perdem-se, portanto, a noção de que uma vitória eleitoral se dá com a apuração de todos os votos registrados nas urnas. Votos que são conquistados pela campanha empreendida, marketing, propostas e discurso. 

Essas, sim, são itens próprios das disputas. A ausência de um deles pode levar ao fracasso eleitoral. A literatura a respeito é rica nesse aspecto. Muitos foram derrotados, tanto na disputa pelo governo como na briga por uma cadeira na Assembléia Legislativa e no Congresso Nacional. Derrotas que se deve, por exemplo, ao descuido com a campanha propriamente dita. Quesito ainda não utilizado a contento pelos candidatos. Daí o vazio nas ruas e nas praças.       


Lourembergue Alves é professor universitário e articulista de A Gazeta, escrevendo neste espaço às terças-feiras, sextas-feiras e aos domingos. E-mail: Lou.alves@uol.com.br.  



Autor

Lourembergue Alves

LOUREMBERGUE ALVES é professor universitário e articulista

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