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Opinião
Terça - 18 de Maio de 2010 às 09:08
Por: Padre Luizinho

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A Igreja vive a Ressurreição de Jesus e no próximo domingo irá celebrar a Festa de Pentecostes, a vinda do Espírito Santo. Essa é a promessa de Jesus: “Eu estarei convosco todos os Dias, até os fins dos tempos. Não vos deixarei órfãos, enviarei outro paráclito” (MT 28,20).Paráclito, que quer dizer advogado, é um dos muitos títulos do Espírito Santo, como também Consolador, Força do Alto, Fogo Divino, Hóspede da alma, Brisa suave, Água,Sombra do Altíssimo, Mão de Deus, Santificador.

Mas, para que experimentemos essa Vida Nova que Cristo nos deu pela sua morte e ressurreição, é preciso tomar posse da promessa de Jesus: “Recebereis a força do alto e sereis minhas testemunhas”. (Cf. At. 1,8).

Após a Sua ressurreição, narram os evangelhos e os Atos dos Apóstolos, Jesus conviveu com eles cerca de cinquenta dias, conversando sobre as coisas do Reino de Deus, onrdenando-lhes que não se afastassem de Jerusalém e que esperassem o cumprimento da promessa do Pai: “porque João batizou na água, mas vós sereis batizados no Espírito Santo daqui a poucos dias”. (At. 1,3-5).

Esse batismo aconteceu no Pentecostes, festa que celebrava a fartura da colheita, festa das tendas do povo de Israel. Os apóstolos estavam escondidos com medo na mesma sala onde tinha acontecido a Última Ceia, oravam, junto com eles estava Maria, a mãe de Jesus, quando um Vento impetuoso invadiu todo o lugar e línguas de fogo pairavam sobre suas cabeças e todos falavam em línguas.

Os apóstolos viviam o medo e a perseguição depois da Ascensão do Senhor, sem contar que eles eram homens simples e sem instrução. Alguns foram ladrões, como Mateus, a maioria pescadores, prostitutas, pessoas que nosso mundo de hoje desqualificaria. Mas com certeza todos foram transformados pelo Mestre. Jesus, que os levou a uma verdadeira intimidade com Deus chamando-o de Pai; a viverem unidos mesmo sendo muito diferentes, a serem os portadores e anunciadores da Boa Nova que mudaria o mundo: “Com efeito, de tal modo Deus amou o mundo, que lhe deu seu Filho único, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”(Cf. Jo 3,16).

Pedro então, pondo-se de pé em companhia dos Onze, com voz forte lhes disse: “Homens da Judéia e vós todos que habitais em Jerusalém: seja-vos isto conhecido e prestai atenção às minhas palavras. Israelitas, ouvi estas palavras: Jesus de Nazaré, homem de quem Deus tem dado testemunho diante de vós com milagres, prodígios e sinais que Deus por ele realizou no meio de vós como vós mesmos o sabeis, depois de ter sido entregue, segundo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de ímpios. Mas Deus o ressuscitou, rompendo os grilhões da morte, porque não era possível que ela o retivesse em seu poder”. (Cf. At. 2,14-24)

Pentecostes é uma manifestação da unidade, do amor de Deus derramado sobre a humanidade, rompendo as diferenças, nos arrancando das garras do maligno, abrindo as nossas consciências para a salvação manifestada em Cristo Jesus, pois só pelo Espírito Santo podemos dizer que Jesus Cristo é o Senhor!

Essa promessa, o Espírito Santo, é para mim e para você e pode acontecer hoje em sua vida. Ele é a alma da Igreja e quer ser hoje o nosso animador, fortificador e nosso advogado. Ele quer curar os corações do medo, da apatia espiritual e nos devolver a vida, que o pecado e a cultura de morte dos nossos tempos querem arrancar de nós.


*Padre Luizinho é sacerdote da comunidade Canção Nova e assistente de formação na Casa de Formação de Lavrinhas/SP.



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