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Opinião
Terça - 19 de Junho de 2012 às 20:52
Por: Lourembergue Alves

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A disputa pela prefeitura da Capital norteia a pauta da imprensa regional, movimenta as imagens nos blogs e sites e transforma em manchetes quaisquer frases próprias das transações políticas. Transações que nada tem a ver com negociar, no real conceito deste verbo, e se distanciam bastante do diálogo político no seu verdadeiro sentido. Isso, talvez, explica a romaria de peemedebistas e republicanos em direção ao socialista-empresário, não ao partido que este se encontra ora filiado, uma vez que o PSB pouco ou quase nada tem a oferecer a quem os procura; assim como também não teria outra agremiação, em especial PSDB, PT, PMDB, PR, PP, DEM e PSD. 
 
Este é resultado da postura descompromissada de todos os partidos. Pois, há muito, abriram mão do papel que deveriam desempenhar. Até em função dos interesses imediatos de suas cúpulas e/ou de seus mandatários in-chefes. O que os transformam em apenas trampolim ou instrumento a serviço de um dado ator. Mesmo que o referido político não tenha vida partidária, nem militância política. Ausências, contudo, que jamais foram empecilhos para que alguém venha assumir o papel de protagonista. Isso fica claro quando se analisa o quadro de postulantes ao cargo de prefeito de Cuiabá. 
 
Estampa política que preocupa. Mais ainda ao se perceber que nenhum dos referidos postulantes carrega no histórico pessoal uma vivência com os valores culturais da cidade – e não se está a falar de registro de nascimento ou de tempo de moradia por aqui -, nem chegou a ser visto uma única vez em longa discussão sobre as questões que mais afligem a população periférica, tampouco foi identificado entre as pessoas que batalham pela restauração do centro-histórico. Aliás, nem mesmo seus partidos e coligados se viram em pelo menos uma desta situação. 
 
Isso significa dizer, infelizmente, que o petista, tucano, peesedista e empresário-socialista desconhecem as reais necessidades da Capital e do seu povo.

Ingenuidade pensar que o período de campanha pode se transformar em curso de extensão para os candidatos. Não será, nem deveria sê-lo, uma vez que o dito período seria apropriado para a apresentação de propostas e de idéias. O seria, neste caso, porém, ficará preso no escaninho do que deveria - jamais no espaço da disputa política. Embora boa parte da campanha eleitoral seja destinada ao horário político, no qual cada candidato se posará de sabichão e de especialista de coisa alguma, sempre orientado por um marqueteiro que privilegia a aparência, a imagem e as palavras desprovidas de realidades. 
 
Apesar disso, e até por essa razão, uma verdade vem à luz, e esta, entretanto, sobrepõe a esperança, pois os postulantes para o Executivo cuiabano não se encontram a altura de tamanho cargo.
 Retrato, inclusive, que se repete a cada nova eleição. Curiosamente não é ele que aparece nas manchetes, nos espaços da Internet, na telinha e nas páginas da imprensa. Isso porque existem os plantadores de notícias que trabalham para atrair a atenção do eleitorado a uma determinada “proeza política”, e estes “profissionais” sempre estão ligados ou a um dado partido, cacique e/ou candidatos


Lourembergue Alves é professor universitário e articulista de A Gazeta, escrevendo neste espaço às terças-feiras, sextas-feiras e aos domingos. E-mail: Lou.alves@uol.com.br.      


Autor

Lourembergue Alves

LOUREMBERGUE ALVES é professor universitário e articulista

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