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Opinião
Sexta - 16 de Abril de 2010 às 14:08
Por: Mario Eugenio Saturno

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Depois de ser apontado como o site institucional de ciência e tecnologia mais acessado do Brasil e ter esclarecido autoridades sobre incidências de raios e trovões, o INPE iniciou o mês de março tendo um pesquisador e um de seus centros ganhando reconhecimento. O pesquisador Osmar Pinto Junior, coordenador do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do INPE, sendo homenageado com o Prêmio Faz Diferença, concedido pelo jornal O Globo. O pesquisador realizou estudos pioneiros sobre a influência do aquecimento global no aumento da incidência de descargas elétricas no Brasil.

E, também, o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), do INPE, foi recomendado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM) como um Global Producing Center (GPC), ou Centro Produtor Global, de previsões de longo prazo. A designação representa um selo de qualidade internacional que somente outros onze centros possuem.

Outra boa noticia vem do Ministério das Cidades que recebeu inscrições de instituições de ensino superior com propostas de implementação em prefeituras de sistemas de informações geográficas TerraView e TerraSIG. Isso porque todo o sistema de informação do Ministério das Cidades é baseado nas tecnologias TerraView e TerraSIG, desenvolvidas pelo INPE. As instituições escolhidas deverão treinar e capacitar  prefeituras em TerraView/TerraSIG e conteúdos relacionados a geoprocessamento e geociências, incluindo conceitos básicos de cartografia, imagens de satélite, sistemas de informações geográficas (SIG), etc. Cada projeto poderá custar até 50 mil reais, sendo que o Ministério prevê a aplicação de até um milhão de reais.

O INPE está promovendo uma discussão de cenários de futuro na Amazônia. É um esforço pioneiro em diferentes locais no Pará, tendo como foco o uso da terra e organização social. Em março, os pesquisadores estiveram no Projeto de Assentamento Agro-extrativista (PAE) Lago Grande, em Santarém, primeiro local selecionado para o estudo. Em abril e maio, está prevista a realização de oficinas em mais duas comunidades, em locais diferentes do PAE. O objetivo do estudo, iniciado em 2009 e desenvolvido em parceria com outras instituições, é adaptar métodos participativos de construção de cenários para a realidade da Amazônia. Esta análise inclui infraestrutura, atividades econômicas sustentáveis e uso da terra, organização social e conflitos socioambientais.

Os cenários são narrativas sobre o futuro, representadas em que podem ser contadas em palavras ou números. Um cenário não é uma tentativa de prever o futuro, mas de visualizar como o futuro pode se desenvolver, em trajetórias alternativas, consistentes e plausíveis. Os cenários são como uma ferramenta que se utiliza para consolidar um caminho desejado.


Mario Eugenio Saturno, de Bariloche - Argentina, é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), professor universitário e congregado mariano. (mariosaturno@uol.com.br)



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