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Opinião
Domingo - 14 de Março de 2010 às 04:55
Por: Mario Eugenio Saturno

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Newton descobriu a força da gravidade, sem explicá-la e que já falhava para a órbita de Mercúrio que é helicoidal. Depois, descobriram a Força Eletrostática e a Força Magnética e Maxwell juntou as duas na Eletromagnética. Então, Einstein criou a Teoria Geral da Relatividade, explicando a Gravidade. E Einstein sonhou unificar as teorias Eletromagnética e a Gravidade e morreu em 1955 sem conseguir. Não havia como unificar a mecânica quântica com a gravitacional. E duas outras novas Forças foram descobertas, a Nuclear Forte e a Nuclear Fraca. Passaram-se cinqüenta anos sem se acreditar na unificação.

Um fato curioso da teoria de Einstein foi descoberto por Karl Schwarzschild em 1916, a possibilidade de existir o buraco negro, uma estrela gigante que quando morre ficará concentrada em um ponto com um campo gravitacional tão forte que nem a luz consegue sair. Não passou de uma curiosidade matemática até que surgiu o primeiro candidato a Buraco Negro em 1972 e, depois, a primeira evidência em 2008. Um trabalho teórico que se encontra na realidade. Assim também caminhavam irreconciliáveis o muito grande (relatividade, previsível) e o muito pequeno (mecânica quântica, probabilístico). Ninguém se importava até surgirem os buracos negros como uma realidade. Qual teoria usar? Nenhuma das teorias funciona. Precisou-se de uma nova teoria apareceu.

Em 1968, Gabriele Veneziano descobriu em um velho livro as equações do suíço Leonard Euler e que descreviam a Força Nuclear Forte. Foi a concepção da Teoria. Quando o estadunidense Leonard Susskind viu o trabalho de Veneziano, logo viu que as equações tratavam de uma partícula vibrando, nascia a Teoria das Cordas. Mas seu "paper" foi recusado (até parece que aconteceu no Brasil). Então, em 1973, John Schwarz descobriu nas equações da Teoria das Cordas como a gravidade funciona no mundo quântico. Seu "paper" não despertou interesse na comunidade científica a não ser por Michael Greene que abraçou a teoria e ajudou aperfeiçoá-la. Finalmente, em 1984, os dois cientistas chegaram nas equações que descrevem as quatro forcas físicas, a Teoria do Tudo. E a interpretação das equações são cordas vibrando.

Até 1995, apareceram cinco Teorias das Cordas, diferentes e divergentes que ameaçavam a Teoria do Tudo que se tornava "teoria do nada", quando surgiu Edward Witten que conseguiu resolver as divergências e unir as cinco diferentes versões em uma única que ele chamou de Teoria M. Ninguém sabe exatamente o que o M significa, e o próprio autor ainda não revela. No meu entender, já que a teoria descreve cordas vibrando, como numa orquestra, M só pode significar maestro. É uma equação que supõe 7 dimensões a mais do que as 4 que conhecemos, para muitos uma ficção que jamais será provada. Talvez seja o mesmo tipo de matemática que previu o "improvável" Buraco Negro.


Mario Eugenio Saturno - de Bariloche, Argentina - é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), professor universitário e congregado mariano. (mariosaturno@uol.com.br)



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