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Opinião
Sexta - 05 de Março de 2010 às 23:50
Por: Mario Eugenio Saturno

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Há um conceito generalizado de que toda religião é boa! Religião não se discute! E batam palmas quando um "católico" bêbado se converte em evangélico. Certo? Não é o que parece. Tive a oportunidade de ler um interessante tratado do assunto de D. Estevão Bettencourt, que coloca os pingos nos "is" de forma muito clara.

Para começar, todas as religiões não são equivalentes, pois ensinam Credos diferentes, com Códigos de Ética diferentes: reencarnação ou não, poligamia ou não, divórcio ou não, etc. O povo afirma que basta crer em alguma coisa, não importando muito o que seja essa coisa. Não se pode confundir o sentimento religioso com a honestidade, a benevolência, atitudes que fazem bem à saúde, etc. Religião não é definida subjetivamente, os evangélicos assim o fazem e ficam se dividindo o tempo todo (divisão em grego é diabolos). E quem promove a divisão faz o serviço do mal.

As religiões são diferentes: politeístas (admitem vários deuses), panteístas (identificam a Divindade, o mundo e o homem entre si), monoteístas (professam um só Deus, distinto do mundo). São Credos que se chocam, certamente uns serão verídicos e outros errôneos.

Embora o sentimento religioso seja nato, o mesmo em todos, com as mesmas expressões religiosas: todos os homens rezam, dobram os joelhos, prostram-se por terra, levantam as mãos ao céu, e praticam as virtudes ditadas pela Ética natural: não matar, não roubar, não caluniar, não adulterar. As diferenças aparecem no credo, no culto e na Moral, por exemplo: o divórcio, o aborto, o homossexualismo, a guerra santa, a poligamia.

Portanto, as religiões não são equivalentes entre si, não são igualmente verídicas, nem são igualmente boas. Por isso, é importante que cada católico estude bem sua Igreja, seus dogmas (doutrina), sua religiosidade. Estude e pratique porque um bom religioso é composto de um bom equilíbrio entre inteligência, sentimento e emoção. E cada pai e cada mãe têm que estar preparado para ensinar e dar testemunho.

Agora é um bom momento para recuperar o significado da palavra testemunha que em grego é mártir. Martírio para nós é sofrimento em defesa do nome de Deus. Pois é, todos nós vivemos o sofrimento diário de sobreviver, de manter nossos casamentos e famílias, nossas crianças felizes e longe dos perigos como as drogas. Por isso o grande vazio espiritual, nosso sentimento de incapacidade para testemunhar Cristo em casa, no trabalho, na escola, diante dos amigos. Se alguém resolver, por maldade, apontar nossas incoerências - e vão apontar, afinal são maldosos -, fique feliz, mas muito feliz. Sim senhor! Sim senhora! Porque você tem muitos defeitos e Jesus só escolheu para o trabalho gente ruim, da pior espécie.

Não acredita? Não? Leia os Evangelhos, veja quem Jesus escolheu para ser seu Apóstolo. Quem ele escolheu para ser chefe dos apóstolos. Veja na casa de quem ele jantava. Veja o tipo de mulher que lavava seus pés. Depois de verificar isso, meu amigo, você verá que está plenamente qualificado, só precisa refletir em Isaias cap. 6, vv. 6-8.

Mario Eugenio Saturno é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), professor universitário e congregado mariano. (mariosaturno@uol.com.br)



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