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Opinião
Quinta - 15 de Janeiro de 2015 às 09:34
Por: Alfredo da Mota Menezes

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Tem assunto criado por governos que fica na mídia por dias ou até meses e que, no final, não passava de engodo.

Enquanto dura a falação, se ganha pontos junto ao eleitorado.Todos os governos têm essas invenções, mas durante o governo Silval Barbosa se bateu o recorde. Comecemos pelas ferrovias.

A chegada do trem em Cuiabá era questão de tempo. A ALL, concessionaria da ferrovia, havia desistido de trazê-la até Cuiabá.

Apareceu na mídia afirmando que havia interesse de chineses e sei lá mais quem e que logo tudo estaria resolvido.

Como o eleitorado em Várzea Grande e Cuiabá é o maior do estado, a classe política nunca diz que a ferrovia não vem, mas sim que ela está bem ali na dobra da esquina.

Essa mesma ferrovia iria para Santarém. E, outra vez, os chineses já estavam com o dinheiro na mão para o investimento. "Como o eleitorado em Várzea Grande e Cuiabá é o maior do estado, a classe política nunca diz que a ferrovia não vem, mas sim que ela está bem ali na dobra da esquina"

O mais engraçado é que, a partir dessa enrolação, se joga o assunto para a mídia e ficamos acreditando em Papai Noel.

Apareceu também aquela outra ferrovia no Araguaia. Estudos, encontros, fotos e tudo mais que desse uma boa propaganda. Se conectaria à ferrovia Carajás e ao porto de Itaqui, no Maranhão.

A outra era a Fico ou ferrovia do centro oeste, lembram? É federal, mas o governo estadual a usava para fazer um alarde danado de que o problema de logística no estado estava definitivamente solucionado.

Foi um engodo tão grande que nem foi usada na campanha da presidente Dilma, como tinha sido na de 2010.

Num país que tem dificuldade enorme em investir em ferrovia, iria sair logo duas em nosso estado e a outra, depois de passar em Cuiabá, chegaria a Santarém. Tenha a santa paciência!

A rodovia 242 esteve na ordem do dia porque era falada por gente do Dnit e do governo estadual. Os problemas para escoar a produção estariam resolvidos, pois ela ligaria as rodovias 163 e 158.

Cadê o diabo da rodovia que, segundo as falas da época, fora licitada em Regime Diferenciado de Contração, aquele criado para obras da Copa e Olimpíada. Você acredita que a rodovia iria ser pelo RDC que não pode ter aditivos?

Lembram da tecnologia russa para controlar a entrada de drogas pela nossa fronteira com a Bolívia? Gente do governo até foi a Moscou para trazer a grande novidade.

A novidade seria uma tecnologia montada sobre um Land Rover para ficar correndo de um lado para outro na enorme fronteira de 900 km com o país vizinho.

Não deu, mais uma vez, em nada. Aliás, quase deu foi punição para os inventores de mais essa enganação.

De concreto, na logística de transporte em MT nos últimos anos, as únicas notícias boas foram dadas pela iniciativa privada com o terminal em Rondonópolis e a concessão de trecho da rodovia 163 para uma empresa.

O que mais?



Autor

Alfredo da Mota Menezes

ALFREDO DA MOTA MENEZES é historiador e articulista político

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