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Opinião
Quinta - 06 de Abril de 2017 às 11:54
Por: Dra. Juliana Lobato

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Ultimamente o tema Vitamina D tem sido recorrente entre as discussões na área da saúde. Isso porque ela já está sendo considerada um hormônio, pois mantém as concentrações de cálcio, fósforo e magnésio no sangue através do aumento ou diminuição da absorção desses minerais no intestino.

Para entendermos melhor a função primordial no organismo, explico que a Vitamina D é lipossolúvel (depende da presença de gordura para ser absorvida pelo organismo) sintetizada a partir de uma fração do colesterol, transformada sob a ação dos raios ultravioleta B do Sol. Diferentemente de todos os outros nutrientes, o corpo pode produzir vitamina D com a ajuda da luz solar. Ela também está presente em alimentos – principalmente peixes, como salmão, arenque e atum, óleo de fígado de bacalhau e os derivados do leite, também é encontrada na gema do ovo, fígado e cogumelos –, mas sua concentração neles é pequena e seria suficiente para fornecer apenas 20% das necessidades diárias.

Tamanha importância tem revelado a insuficiência da vitamina na população no mundo todo. No consultório, por exemplo, a cada dez pacientes, pelo menos seis deles possuem deficiência grave de vitamina D. É por isso que recentemente a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que os médicos do mundo todo façam a suplementação dessa importante vitamina em pacientes a partir de seis meses de idade.

Essa tendência de falta da vitamina D acontece tendo em vista que na alimentação a concentração da vitamina é insuficiente e de que para ser sanada a necessidade, seria preciso ficar exposto ao sol (rosto e membros superiores) por um longo tempo entre 11h e 14h, o que há muito tempo não é recomendado pelos médicos em função do perigo de desidratação e do câncer de pele.

Estudos recentes revelaram ainda o papel fundamental da vitamina D no controle da hipertensão, diabetes, auxilio no processo de emagrecimento e até prevenção e tratamento do câncer. Os trabalhos demonstram que níveis baixos da substância estão relacionados a uma disfunção ligada à resistência à insulina, bem como que ela age no coração, no cérebro e nos mecanismos de proliferação e inibição de células, entre outros sistemas.

Já existe um consenso científico de que, quanto mais obesa a pessoa, menos vitamina D ela apresenta. Mesmo sem conhecer ao certo os mecanismos pelos quais a baixa concentração da substância contribui para o acúmulo de gordura, os médicos estão incluindo sua reposição na lista de estratégias mais recentes na luta contra a obesidade e tem apresentado bons resultados.

O sistema imunológico é outro beneficiado. A quantidade certa da vitamina D permite que o corpo se defenda melhor, por exemplo, das gripes e resfriados. Até as complexas doenças autoimunes se revelam sensíveis à vitamina. Essas enfermidades são desencadeadas por uma disfunção do sistema de defesa que faz com que ele comece a atacar o próprio organismo. Se ataca proteínas localizadas nas articulações, deflagra a artrite reumatoide. Se forem células da pele, há vitiligo ou psoríase. Nesse campo, a substância também tem sido vista como uma esperança, inclusive para pacientes de esclerose múltipla, enfermidade autoimune que acomete células nervosas e leva à perda gradual dos movimentos.

A suplementação pode ser feita com a forma ativa da vitamina na forma líquida, ou em cápsulas e ainda por meio de injeção. Mas a indicação é que procure um médico para fazer a dosagem da vitamina no organismo para indicar a melhor forma e quantidade de suplementação necessária.

Dra. Juliana Lobato CRM-MT 6918

Médica da Família e Comunidade – RQE 3649



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