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Opinião
Segunda - 11 de Setembro de 2017 às 19:00
Por: ANTONIO LIMA

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O setembro amarelo, inicialmente, foi trazido pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), CFM (Conselho Federal de Medicina) e pela ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), e a intenção desta campanha iniciada em 2014 é levar informações sobre o que é o suicídio, e tem como principal objetivo prevenir e combatê-lo.

Atualmente, no Brasil, o suicídio faz mais vítimas que a Aids e vários tipos de câncer e, infelizmente, grande parte da sociedade encara isso como um tabu.

Suicídio é o ato de autodestruição, onde a pessoa põe em prática o desejo de morrer ou dar fim à sua própria vida.

Na maioria das vezes, as pessoas não querem se livrar de suas vidas e, sim, acabar com o sofrimento ou dor que vem sentindo em reação a algo.

Muitas vezes, pode ser a dor de uma perd, pressões externas do trabalho, culpa, depressão, medo... Em geral, a ideação suicida é provocada pela falta de perspectiva e inerente sensação de desemparo e angústia.

O suicídio, necessariamente, não está ligado a uma doença mental e, sim, a um momento crítico que pode ser superado.

Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), estima-se que a cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida, número assustador quando olhamos para o resultado final: em um ano, se transforma em mais de 1 milhão de pessoas mortas por suicídio.

Já no Brasil esse número corresponde a 12 mil suicídios por ano.

Este movimento Setembro Amarelo foi acolhido no Brasil por instituições públicas e privadas que realizam caminhadas, vinculam informações na TV, rádio, redes sociais, iluminam monumentos na cor amarela, com o único obetivo de combater e prevenir o suicídio no Brasil.

Familiares e amigos, na maioria das vezes, são as primeiras pessoas que a pessoa com ideação suicida procuram para pedir socorro.

Mas esse pedido de ajuda não, é algo claro e sempre vem acompanhada de algumas falas típicas de quem está em vulnerabilidade suicida: “Minha vida não tem mais sentido” ou “Me sinto sozinho, ninguém gosta de mim”.

Muitas vezes, as pessoas ao redor acham que esse tipo de fala é para chamar atenção ou que a pessoa está fazendo drama.

Expressões como essas são pedidos de ajuda e encontrar alguém para acolher e que se disponha a escutar sem nenhum tipo de julgamento pode ser fundamental.

O tratamento pode-se dar com psicólogos para o fortalecimento afetivo e apoio emocional, como também o tratamento psiquiátrico, que é fundamental para que o indivíduo possa enfrentar este período com maior eficiência.

Atualmente, o Brasil conta com o CVV (Centro de Valorização da Vida), pelo número 14,1 que conta com atendentes capacitados para acolher e ajudar em momentos de ideação suicida.

ANTONIO MARCOS LIMA VIEIRA é psicólogo (CRP 18/03359), formado pela Faculdade Unic-Rondonópolis. Em 2015, concluiu um curso de formação de Psicoterapeutas na Abordagem Centrada Na Pessoa e Sistêmica Familiar. Atualmente, é pós-graduando em Diversidade e Educação Inclusiva pela UFMT.



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