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Opinião
Terça - 23 de Janeiro de 2018 às 16:34
Por: Junior Macagnan

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Se há uma bandeira que deve ser analisada com precaução, mas com urgência, é a privatização. O assunto rende longas discussões e tópicos interessantes que merecem atenção. Atualmente, existem aproximadamente 170 empresas estatais, isso em âmbito federal.

Roberto Campos já afirmava, "No Brasil, empresa privada é aquela que é controlada pelo governo, e empresa pública é aquela que ninguém controla".

Em 2003 tivemos o boom das estatais, de 103 para o número copioso que vemos hoje. São de encher os olhos e os bolsos dos que às cercam, por isso o interesse constante na defesa e aumento dessas.

Uma empresa gerida pelo governo não passará por maus tempos, logo, não se sujeita a matemática de lucros e prejuízos. Indo além, nem de eficiência, excelência e concorrência. Desculpem-me os defensores, mas quem tem como seu maior acionista o Tesouro Nacional, leia-se nós, pagadores de impostos, não há com que se preocupar, afinal, todos os déficits serão cobertos pelo mesmo.

Por baixo dos panos – nem tão por baixo-, uma fonte inesgotável de desvios milionários, propinas e supervalorização em relação ao real mercado, como vemos frequentemente.

Uma gestão ineficaz com um planejamento insensato. O governo fica sem saber onde priorizar a aplicação e investimento, assim as estatais se aproveitam e pedem aporte ao Tesouro Nacional como se fosse mesada. Fábricas de desperdício e ineficiência. E na próxima gestão começa tudo novamente, um ciclo vicioso. Milhões que deveriam ser destinado à construções de escolas para o ensino básico, hospitais e segurança.

O guia crítico para direcionar esse dinheiro vai de acordo com a necessidade, e pasmem, não a necessidade da população, mas a necessidade de cada político plantado ali, de cada licitação fajuta ou partido, um jogo constante de interesse e ambição.

Por isso é cada vez mais difícil privatizar empresas no estado. As estatais se tornam rota protegida de políticos, que tem acesso “livre” aos cofres fartos.

Já as empresas privadas, passam por uma série de provações do governo, que por fim acabam sendo controladas também, mas de outra forma.

Porém, de nada adianta a privatização se o estado interferir ou escolher a dedo como acontece. O monopólio privado não é progredir, é necessário desestatizar. As empresas nacionais ou estrangeiras estão interessadas em lucro e essa consequência só vem se estiverem satisfazendo o consumidor. A concorrência é necessária e primordial para a excelência, melhores preços e maior qualidade, fora a geração de empregos. Contribuir para transformar o Brasil num país mais justo e com oportunidades para todos!

Não é a presença do estado que se faz necessária, muito menos o poder de controlar o mercado, escolhendo quem pode e quem não pode entrar. Trabalhemos pela ausência de barreiras à entrada e saída.

A privatização e desestatização não só aumenta as escolhas dos consumidores, mas diminui drasticamente o desperdício de gastos públicos e consequentemente aumenta recursos para o que realmente se faz necessário na qualidade de vida de um cidadão contribuinte.

Logo, o dinheiro dos impostos seria exclusivamente das necessidades reais da população, e não para financiar luxos de políticos e laranjas.

Voltamos assim na oxigenação do cenário político e na renovação. Pessoas altruístas representando de fato uma sociedade merecedora, sem qualquer influência nas barganhas políticas e financeiras.


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