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Opinião
Sexta - 20 de Julho de 2018 às 12:10
Por: Diego Guimarães

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Mais uma vez a maioria de vereadores da base fez diferença durante as votações na nossa Casa de Leis. Dessa vez o efeito deve ser sentido pela população que deixará de ter melhorias em serviços básicos como saúde e educação. Do total de 38 emendas apenas uma foi aprovada na Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2019, mensagem que define as metas e prioridades para o ano seguinte da gestão pública municipal.

A prioridade, porém, passou longe de ser o interesse da cuiabania. Três audiências públicas foram realizadas para ouvir os anseios de quem vive na nossa cidade, mas essas aspirações não foram atendidas uma vez que todas as alterações foram rejeitadas. Mais de 26 emendas de autoria de parlamentares que fazem oposição a atual administração e que participaram arduamente de todo o processo de discussão do orçamento, não foram aceitas pelos vereadores que apoiam o prefeito.

Entre as emendas rejeitadas estiveram as que criavam concurso público para a saúde e educação. Também foi rejeitada emenda que colocava a construção de ciclovias como prioridade. Os defensores da gestão, afirmam que as emendas apresentadas seriam desnecessárias, mas é preciso lembrar que qualquer ato do atual prefeito só é legal se estiver previsto na Lei, não sendo possível que ele adote como prioridade aquilo que não está no orçamento.

No dia do NÃO, os parlamentares da base votaram contrários à melhorias na educação para as crianças da nossa cidade e também na saúde, uma vez que sem concurso público nessas áreas é difícil melhorar o serviço prestado. Além disso, eles impediram que fosse imposto o realinhamento das tabelas salariais e a atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores, de modo a identificar e corrigir as eventuais distorções nele existentes.

O dia 13 de julho de 2018 foi marcado pelo trabalho árduo de mais de 12 horas de trabalho em sessão, nas quais vereadores considerados oposição lutaram pelos direitos da população e foi possível ver uma clara demonstração que por mais nobres que sejam as iniciativas, se forem de vereadores fora da base do prefeito, serão rejeitadas. Após a derrota, só nos resta continuar a fiscalizar como o dinheiro do contribuinte, mais de R$ 2, bilhões, será administrado.

Diego Guimarães é advogado, professor universitário e vereador em Cuiabá pelo Partido Progressistas



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