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Opinião
Segunda - 15 de Outubro de 2018 às 17:12
Por: Edivaldo de Sá Teixeira

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Estamos assistindo uma crescente e preocupante decadência das relações humanas, que estão cada vez mais difíceis, as pessoas estão muito intolerantes e incapazes de aceitar o contrário ou de lidar com situações e opiniões antagônicas.

No trânsito, numa relação amorosa que chega ao fim, preferências religiosas e políticas, e os mais diversos e inusitados desentendimentos, podem acabar em brigas, assassinatos, agressões e muita confusão.

As pessoas não conseguem expor suas ideias e preferências sem ofender o interlocutor, e partem para o enfrentamento, e as vezes grandes amizades acabam sofrendo um abalo por pura falta de compreensão e entendimento do direito que o outro tem de discordar de seu posicionamento, pensamento ou ideia.

A oposição de ideias cria uma grande rivalidade e incompatibilidade, ou o desejo de colocar fim num relacionamento que pode acabar em morte, e até mesmo um não de um pai ou de uma mãe pode culminar no planejamento de suas mortes.

A Intolerância é uma atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões. Num sentido político e social, intolerância é a ausência de disposição para aceitar pessoas com pontos de vista diferentes.

A intolerância em aceitar o próximo tal como ele é em toda sua essência ou suas opiniões, abre precedentes perigosos, que se não houver um movimento da sociedade buscando frear os ímpetos, certamente retornaremos ao período das cavernas.

Neste momento político, impulsionados pela liberdade das redes sociais, os ânimos estão exaltados, e as agressões verbais ou físicas estão se tornando corriqueiras e alarmantes.

Mas de quem é a culpa, se é que temos culpados ? Bem, na minha humilde opinião, é de toda a sociedade. Partidos, organizações, igrejas, times de futebol e pessoas, criam o nós contra eles. São os coxinhas contra os mortadelas, o rico contra o pobre, as mulheres contra os homens, o time tal contra o outro, o Nordeste contra o sudeste, os heterossexuais contra os homossexuais, ou seja, instigamos diuturnamente a guerra uns contra os outros, quando ao certo devíamos instigar o respeito a diversidade, a opinião contrária, e ao uso do argumento como ferramenta de convencimento.

Vivemos no imediatismo, queremos tudo para ontem, para já, não existe a mínima tolerância nem sequer com o curto prazo, e quando a situação foge ao nosso “controle” e não sai como esperávamos ou queremos, brota a impaciência, a intolerância, chegando muitas vezes ao limite da falta de respeito com os demais, e inclusive a falta de amor ao próximo.

Ser paciente é ser sereno e tolerante frente às dificuldades, é respeitar a opinião e vontade alheia, é se imaginar do outro lado, é suportar incômodos sem alterar o próprio humor, é entender que o outro têm o direito de viver e pensar como melhor lhe aprouver. Pois não vivemos mais na escravidão, e nem somos obrigados a ver as coisas com os olhos dos outros.

Se eu voto no Jair Bolsonaro porque entendo que ele representa meus anseios, você vota no Fernando Haddad porque ele na sua visão preenche os seus, e assim vice versa, inexiste motivos para partirmos para a guerra, para o desrespeito, para a intolerância, e devemos respeitar a opinião alheia.

O nós contra eles pode tomar proporções inimagináveis e é certamente um método perigoso para as relações humanas, contribuindo sobremaneira para o surgimento das agressões físicas ou verbais.

Tolerância é o ato de agir que precisa ser difundido nas escolas, igrejas, organizações, partidos, enfim, por toda a sociedade, para que evitemos as cenas que estamos vivenciado silenciosamente como se fosse um comportamento normal.



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