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Opinião
Sexta - 19 de Julho de 2019 às 10:30
Por: Marcelo Ferraz

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Depois de 13 anos de um populismo barato – de uma esquerda lulista parasitária do PT, eis que o grande e amado “mito”, que representava a salvação política para todos os problemas do país, declara-se ele próprio mais um integrante da republica populista das bananas, ou seja, o atual presidente, Jair Messias Bolsonaro (PSL) se comparou literalmente com o ex-presidente e agora detento, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao adotar as mesmas práticas antirrepublicanas e imorais no seu governo.

O petista está cumprindo pena por ser “acusado” de roubar bilhões e de ter afundado o país na dívida pública e no desequilíbrio fiscal; para bancar o assistencialismo populista do partido dele. Já o mito transformou o governo brasileiro em um poleiro de patos, sujando a imagem do país como o pior exemplo a ser seguido em todo mundo, dada a agenda antiambiental e as decisões políticas contrárias aos direitos humanos, todas elas escancaradamente favoráveis aos interesses pessoais e aristocratas de seu grupo político.

Para atestar essa posição – de nivelamento dos maus exemplos na política –, nesta semana o presidente citou como exemplo a indicação do ex-deputado federal Tilden Santiago (PT-MG) para o posto de embaixador em Cuba pelo ex-presidente Lula. "O Tilden Santiago não foi reeleito em 2002, foi ser embaixador em Cuba, ninguém falou nada."

Diante do exposto, o discurso moralista de Bolsonaro não passou de pura estratégia para ele se eleger

O discurso revanchista e moralista de Bolsonaro – criticando a falta de ética, de compromisso com a verdade, de ser adotar uma política sem o toma lá dá cá, de tirar o viés ideológico das decisões do governo – caiu na mesma valeta da hipocrisia dos petistas...Tudo que ele combateu e disse que não ria fazer, está, deliberadamente, fazendo.

Lula, José Dirceu e o resto da banda pobre do PT foram presos acusados de promover o mensalão, espoliar os cargos públicos e desiquilibrar as contas públicas; jogando com isso a economia do país no fosso da imprevisão: do desemprego, da informalidade, de excesso de impostos, da insegurança pública etc. Na verdade, o PT, o PMDB e a aliança perpétua dos partidos aliados de Lula, de fato, quebraram o Brasil ao promoverem uma Copa do Mundo deixando esqueletos de obras bilionárias pelas cidades-sedes, inclusive, o fantasma do VLT aqui em Mato Grosso.

Mas o povo já cansado da corrupção, da imoralidade e das inúmeras decisões erráticas da esquerda Lulista, sobretudo, do próprio PT, apostou toda as suas esperanças em um único homem, que poderia resgatar a cidadania e a dignidade dos brasileiros, mas, logo no início do mandato, Bolsonaro traiu a confiança dos cidadãos dessa pátria e se entregou aos encantos da políticas fisiologista, chegando ao ponto de usar as prerrogativas da presidência para beneficiar a sua própria família e demais “amigos do rei”.

Senão, vejamos: frente à falta de uma governabilidade ética com o Congresso Nacional, o governo teve que liberar bilhões em emendas e centenas de cargos para começar aprovar a Reforma da Previdência, agora, com o intuito de aprovar o nome de Eduardo Bolsonaro (PSL), para ele ser responsável pela Embaixada no EUA, senadores admitem que cobrarão liberações de emendas e cargos assim como ocorreu no Parlamento Federal.

Além dos cargos e emendas, o governo estrategicamente pretende liberar o FGTS para aplacar uma possível revolta da população. Segundo informações do Ministério da Economia, a proposta é permitir que os trabalhadores saquem entre 10% e 35% dos recursos das contas ativas do FGTS dependendo do tamanho do saldo que possuem no fundo. Na ocasião, a equipe econômica do governo também defendeu que a mesma proporção seja aplicada às contas inativas (de contratos de trabalhos anteriores).

Na época nada republicana dos governos petistas ocorriam as indicações sem respaldo técnico e mais pelo viés político, para atender aos interesses particulares, agora, a mesma forma de se fazer política, a tal do loteamento dos órgãos públicos, também está ocorrendo.

O Congresso Nacional deveria, pela ordem e pelo progresso desta Nação, rechaçar essas condutas que ferem os princípios da CF/88 e geram um péssimo exemplo para todos os Entes da Federação, porém, pelo andar da carroça da imoralidade administrativa, esses parlamentares serão os primeiros a tirarem proveitos da conduta personalista e anticonstitucional do atual governo.

Ou seja, diante do exposto, o discurso moralista de Bolsonaro não passou de pura estratégia para ele se eleger. “Um político populista, hipócrita e sem consciência republicana assim como Lula era também” dirão os seus críticos mais severos.

Contudo, a sociedade civil organizada, as entidades sérias, que têm compromisso com a Constituição deste país ( que sempre almejaram por uma mudança ética na postura dos governantes brasileiros) não podem aceitar caladas e compactuar com este atrofiamento da Democracia no país, sob pena de marcharmos sem rumo para uma república das bananas, como a da ditadura velada da Venezuela, a que foi sempre defendida pelos petistas, e, por outro lado, sempre criticada pelos bolsonaristas como sendo o pior exemplo de governo da América Latina.

MARCELO FERRAZ é jornalista e escritor.



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