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Opinião
Quinta - 10 de Outubro de 2019 às 07:36
Por: Alfredo da Mota Menezes

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Tomo emprestada ideia levantada por articulista de revista semanal sobre a Amazônia. A Amazônia verdadeira tem 4.2 milhões de quilômetros quadrados. É a úmida e densa, aquela que o mundo olha com mais cuidado. Só de Unidades de Conservação e áreas indígenas são 43% dessa Amazônia.

Tem outra parte da Amazônia, com mais de um milhão de quilômetros quadrados, para efeito de incentivos fiscais. Aí está MT, como exemplo, que passou a fazer parte dessa “amazônia legal” em 1977. Partes do cerrado e até o Pantanal aí estão incluídas. A pecuária extensiva está nessa “outra” Amazônia por décadas, também se tem agricultura, como no caso do estado.

Não seria interessante mostrar isso ao mundo? Mostrar que a verdadeira floresta está praticamente preservada? Não seria mais fácil Bolsonaro falar dessa coisa simples e verdadeira na ONU?

Não seria interessante mostrar isso ao mundo? Mostrar que a verdadeira floresta está praticamente preservada?

Outra. Tem uma Ong no estado, Observatório Social, cujo trabalho deveria ser mais bem aproveitado e divulgado. Trabalha na busca de atos e ações de entidades públicas que cometem deslizes ou que gastam dinheiro público de maneira inadequada. Anda desvendando ações de órgãos no estado.

Outro dia apareceu uma noticia de que ela não era legalizada. Motivo? Faltava CNPJ. Deve ser os incomodados levantando coisa como aquela para desacreditá-la. Tire o diabo do CNPJ e continue a atuar, gente.

Mais uma. As delações, publicadas pela imprensa, de Luiz Cuzziol, gerente do BIC banco em Cuiabá, na época brava de acertos financeiros grandões entre governos e empreiteiras de obras públicas, e do Geraldo Riva são relatos incríveis. Parece romance de Gabriel Garcia Marques.

Tendo que fazer, dia e noite, todas aquelas transações, como é que governos e dirigentes políticos poderiam pensar em melhorar a educação ou a saúde para a maior parte da população?

Uma mais. A direção da Rumo Logística teve encontro com Mauro Mendes. Confirmou que aguarda a definição do TCU para a renovação do contrato com a Malha Paulista de 2028 para 2058.

Confirmaram também que tem um pedido no governo federal para a extensão da ferrovia de Rondonópolis até Sorriso ou Lucas passando pelo Vale do Rio Cuiabá. Que aplicariam nesses dois empreendimentos algo como 15 bilhões de reais.

O óbvio manda aceitar que se vão melhorar a Malha Paulista é para ter mais carga e também para levá-la em maior velocidade. Se precisam de mais carga está na cara que terão que buscá-la ali por Sorriso ou Lucas. Para Cuiabá e região a notícia merece foguetes.

E, por fim, a exportação de algodão em pluma do estado cresceu mais de 100%. China, Coreia, Tailândia, Vietnã industrializam tudinho o nosso algodão.

Com preço nas alturas para o algodão, não se ouve nada nem ninguém falando em industrializar parte disso no estado. Dizem que se 30% desse algodão fosse aqui industrializado seriam gerados mais de 80 mil empregos. O estado produz quase 70% do algodão nacional e não industrializa absolutamente nada.

Alfredo da Mota Menezes é analista político.



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