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Opinião
Quinta - 12 de Março de 2020 às 05:53
Por: Lício Malheiros

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A toda poderosa, a emissora de televisão mais controversa e impopular do Brasil; ao longo dos anos, vem ganhando notoriedade negativa, em função de uma programação agressiva e desconexa, tendo como foco, ataques contundentes e dirigidos ao governo que se inicia do presidente Jair Messias Bolsonaro.

No afã de ganhar notoriedade e popularidade, no domingo 1° de março, no Fantástico que de Fantástico não tem nada, exibiu um quadro polêmico, apresentado pelo doutor Dráuzio Varella sobre uma situação que o estado brasileiro precisa enfrentar: mulheres trans que cumprem as penas pelos crimes que cometeram, e que estas, se encontram entre os homens, o que gera toda sorte de problemas.

Até ai tudo bem, agora, a todo poderosa, deveria se ater, que tipo de crime a entrevistada teria cometido, até porque, segundo estatística geral do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos sobre as mulheres presidiarias trans, mostrando que, 38,5% estão presas por roubo, 34,6% por tráfico, 15,4% por furto, 7,7% por homicídio e 3,8% por associação para o tráfico.

Dráuzio Varella, em entrevista com a transexual Suzi Oliveira, cujo nome de batismo, é Rafael Tadeu de Oliveira Santos, conseguiu sensibilizar e comover a população brasileira, tanto é verdade, que no final da entrevista, Dráuzio Varella da um forte abraço a ela. Em função disso, Suzi chegou a receber 324 cartas e presentes, com livros e chocolates.

A repercussão da entrevista teria sido positiva; não fosse o crime cometido pela entrevistada. Suzi foi condenada por estuprar e matar uma criança de 9 anos, através de estrangulamento, com requinte de crueldade, tanto é verdade, que a mesma, deixou o corpo da vítima apodrecer em sua sala por 48 horas. O crime ocorreu na zona Leste de São Paulo, em 2010, quando Suzi ainda utilizava seu nome masculino.

A mãe do menino desabafou ao dizer, que ficou muito chateada e magoada; não apenas com a entrevista em si, como também, com o abraço dado pelo Dráuzio Varella, ao assassino do seu filho, e vai mais além, em momento algum, ninguém veio abraçá-la ou ajudá-la. Infelizmente no Brasil, o rabo ainda abana o cachorro.

Professor Licio Antonio Malheiros é geógrafo



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