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Opinião
Quarta - 12 de Agosto de 2020 às 17:15
Por: Eustáquio Rodrigues Filho

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Você já teve aquela sensação de estar apenas de passagem por essa vida? De não saber o que fazer todos os dias quando acorda, almoça e volta a dormir, levando consigo para cama aquele vazio que traz a sensação que a vida está escorrendo pelas mãos?

Se você tem essa sensação persistente em sua vida, é porque você está vivendo sem propósitos. E qual é o propósito de nossas vidas? Qual é o propósito da sua vida?

Particularmente, não acredito que a gente nasça com um propósito já definido lá no ventre da mãe. Não acredito em destino. Em destino traçado, entrelaçado e amarrado.

Penso que nosso destino é feito dia após dia, a cada decisão tomada, pois cada coisa decidida nos leva a um lugar totalmente diferente se outra decisão fosse tomada. Parece óbvio, mas não é.

Você não está aí onde você está porque o destino quis que você estivesse aí, tampouco há um ano atrás já estava decidido que é exatamente onde você está que você estaria. Você não fez uma faculdade ao acaso, suas decisões e aptidões o levaram lá.

Você já teve aquela sensação de estar apenas de passagem por essa vida?

Você não está concursado porque o acaso o trouxe aí, suas escolhas e renúncias o trouxeram até aqui. Você não está solteiro, casado, divorciado, musculoso, com sobrepeso, com cabelos tingidos, tatuado, triste, alegre, indeciso, perdido, achado, morando onde está morando, apenas por causa do destino. Escolhas levaram a essas situações.

É claro que existem situações que fogem ao nosso controle e independem de nossas escolhas. Há uma certa discricionariedade da vida em nos impingir determinados fatos que estão longe do nosso controle, mas são situações específicas e em número bem menor que as descritas no parágrafo anterior.

E entre tantos possíveis, qual o nosso propósito nessa vida? Os propósitos que Deus nos deu desde que nascemos são aqueles ligados ao nosso relacionamento com Ele: nascemos com o propósito de adorar a Deus, ter intimidade e nos conectarmos diariamente com Ele, de sermos seres espirituais e espiritualizados Nele.

Existe também o propósito intrínseco da nossa criação: se somos seres criados à imagem e semelhança Dele, e Deus é um ser coletivo, triuno, que se relaciona entre si por meio do Pai, do Filho e do Espírito Santo, também fomos criados com o propósito de nos relacionarmos entre nós mesmos.

Fomos criados para relacionamentos, não para vivermos sozinhos ou em solidão. Longe do conceito moderno de “indivíduo”, somos seres coletivos para vivermos em coletividade, em constante relação igualitária, de iguais.

As nossas diferenças não podem servir pra nos distanciar e sim nos distinguir. As diferenças servem para o propósito de conviver e não devem ser razão para nos hostilizarmos, competirmos segregarmos ou estratificarmos.

As diferenças são a expressão da beleza multiforme de Deus. Nosso propósito intrínseco é: conviver. E para convivermos temos que aprender a servir, a se colocar no lugar do outro, a perdoar, a compreender, a confiar.

Já o propósito extrínseco a nossa criação é construído dia após dia de nossas vidas. Ter um propósito é se apaixonar por algo, é se entregar a algo. Certa vez alguém me perguntou “o que é estar apaixonado?”, respondi que não sei, mas se ele está perguntando, certamente não está apaixonado. E viver com propósito é isso.

Quando se vive com propósito, você sabe e não tem dúvida que tem um. Se há dúvida, é porque você ou não encontrou um propósito ou está insatisfeito com aquilo que acha que é. E há tantos propósitos nesse mundo: ser mãe, ser pai, ensinar, amar, educar, ajudar, curar, orar, servir, ouvir, aconselhar, dar assistência, doar, restaurar, consolar, elogiar e muitos, muitos outros. Encontre o seu.

Eustáquio Rodrigues Filho é servidor público e escritor.



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