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Opinião
Quinta - 24 de Setembro de 2020 às 09:25
Por: Renato Gomes Nery

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Vivemos num tempo em que a velocidade e a simplificação tomaram conta de tudo. Tudo é instantâneo ou tem que ser feito de forma açodada. As pessoas querem tudo mastigado ou as vezes engolem sem mastigar. Lê-se pouco os jornais, pois tudo tem que está reduzido nas manchetes. As notícias com mais de um parágrafo são enfadonhas.

Livros, nem pensar! Quem vai perder tempo com livros, basta consultar na Internet! Enfim, tudo deve ser plasmado em fotos ou vídeos no santuário dos aparelhos digitais.

A estupidez e a ignorância tomaram conta de todos e de tudo e fez escola, com as devidas exceções. Todo mundo sabe tudo, pois se dar palpites simplórios sobre todos assuntos, principalmente com receitas simples para os problemas complexos, como se estivesse numa mesa de boteco. Antigamente se ia para escola para ter uma formação. Hoje já se nasce sabendo. Os professores de Deus fizeram da sua santa ignorância escola.

A indigência mental, a ignorância e a arrogância subiram, há alguns lustros, a rampa do Palácio do Planalto. Os militares – beneficiados com reajustes diferenciados de salários - são os sabichões que tomaram conta do serviço público. Enfim é a “nomenclatura” cabocla assumindo seu posto. Daqui a pouco a população estará sendo submetida a uma ordem unida. Este filme nós já vimos com atores mais apropriados.

Vivemos num tempo em que a velocidade e a simplificação tomaram conta de tudo

É preciso dizer aos raivosos fanáticos sejam de esquerda ou de direita que a roda foi descoberta há mais tempo do que eles imaginam. Que a verdade não tem dono e que o bom senso, o preparo e a parcimônia devem ser os propulsores das decisões. É prudente não se andar atrás do canto de sereia!

Não se pode esquecer que os comunistas soviéticos eram donos de verdades absolutas e os nazistas não faziam por menos e iriam montar um regime que duraria mil anos. Dos dois regimes pouco resta, a não ser uma página sombria da história e a recalcitrância de alguns saudosistas que veem nos regimes de força a solução para os nossos problemas.

Eu termino sempre voltando neste tema, pois acredito que ele precisa ser reprisado diariamente, à exaustão, para que os sem memória não se esqueçam de que se anda é para frente, pois para trás não dá mais.

P.S. – Uma rica nação com quem temos uma balança comercial negativa foi premiada com isenção de impostos de importação de um produto que não necessitamos. Em passado recente, a caixa das bondades brasileira foi escancarada e deu o nosso rico dinheirinho em empréstimos camaradas para nações alinhadas com a ideologia de plantão sem seguras garantias de retorno. Enfim, este País é uma piada!

Renato Gomes Nery é advogado.



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