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Opinião
Sábado - 26 de Setembro de 2020 às 07:58
Por: Marcelo Augusto Portocarrero

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Na experiência profissional de qualquer pessoa muita coisa ruim pode acontecer. Dentre elas uma das que mais desgastam a carreira é a constatação de que as vontades políticas também servem de argumento para tirar vantagens financeiras de contratos e acordos.

Nessa sanha, políticos corruptos e seus parceiros de esquemas viviam se dando bem com essas práticas, tanto que se esqueciam ou fingiam não saber que seus lucros significavam prejuízos para muitos, perdas essas quase sempre irreparáveis.

Sim, irreparáveis, na medida em que não se sabe exatamente quais as consequências dos eventuais atos de corrupção/conivência praticados, tão difíceis de descobrir quanto de calcular são as dimensões e os custos finais de seus crimes.

Nessa sanha, políticos corruptos e seus parceiros de esquemas viviam se dando bem com essas práticas

Assim, o desvio de recursos financeiros em obras, aquisição de materiais e contratação de serviços para hospitais, rodovias, saneamento básico, escolas ou qualquer outro tipo de investimento com o erário da União tem uma única e inquestionável vítima, a população, os “por ventura beneficiários finais” de toda e qualquer aplicação de dinheiro público. Pelo menos deveriam ser!

Agora, como que ultrapassando o fundo do poço da imoralidade finalmente se caminha para desvendar outra das mais conhecidas, inaceitáveis e corriqueiras práticas de desvio do dinheiro público, os contratos fictícios.

Contratos criminosos, agora investigados como sendo práticados por escritórios de advocacia, pelo presidente da OAB e seus companheiros (ou seriam camaradas?), a quem a própria associação de classe está se encarregando de identificar.

Nobre profissão para a maioria, não para os torpes(*) que nessas ocasiões tendem a contar com a proteção corporativa dos poderosos da categoria.

Vamos ver onde vai acabar essa operação que já enquadra entre seus investigados e réus figuras proeminentes da advocacia e suas bancas, famosas por defenderem corruptos, ladrões, traficantes e assassinos.

(*) Torpe: que contraria ou fere os bons costumes, a decência, a moral; que revela caráter vil; ignóbil, indecoroso, infame; que causa repulsa; asqueroso, nojento.

Marcelo Augusto Portocarrero é engenheiro civil.



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