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Opinião
Terça - 13 de Outubro de 2020 às 05:56
Por: Elvis Crey Arruda de Oliveira

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Que o presente ano é atípico não se discute, temos o COVID-19, pandemia que preocupa o mundo inteiro e afeta a nós todos de alguma forma, e na política os efeitos também não poderia de ser diferente.

Além disso, nas eleições municipais, aquela que elegerá vereadores e prefeitos, teremos também uma novidade em função da Emenda Constitucional 97, esta que proibiu os partidos de formarem coligações para as eleições municipais para o cargo de - vereador e vereadora - porquanto, para às Prefeituras, as coligações seguem autorizadas.

Sobre o COVID-19, a preocupação por parte do Governo se concentra nas medidas preventivas para evitar a aglomeração; na preferência dos idosos para que estes votem preferencialmente no período matutino, entre 07h às 10h; e também no fornecimento de equipamentos e materiais para os serventuários que trabalharão nesse pleito eleitora.

Não querendo ser pessimista - teremos também uma grande quantidade de serventuários que não comparecerão - logo, alguns cidadãos, os mais apressadinhos, poderão de serem convocados a assumirem tais postos nos termos da lei.

Pois bem, no âmbito municipal, principalmente para os postulantes ao cargo de vereador ou vereadora, serão eleitos aqueles que conseguirem grande quantidade de voto para o seu partido, e por óbvio serem os mais votados dentro do partido.

Parece-me que os eleitores estão mais atentos, de que, partido político é apenas uma pessoa jurídica inerte


Explico: Com a não coligação, proibição, houve também a mudança no quociente eleitoral. Por exemplo, se um município teve 100 mil votos válidos e existem 100 cadeiras a serem ocupadas, o quociente eleitoral é de mil votos. Assim, se um partido tiver 10 mil votos, garante 10 cadeiras na Câmara Municipal.

E no caso de Cuiabá, como fica? Na eleição de 2016 tivemos 415.098 eleitores, e naquele ano se permitia a coligação de partidos para os cargos de vereadores e vereadoras. Valendo lembrar que na Câmara Municipal de Cuiabá têm 25 cadeiras a serem ocupadas, logo, diante da nova dinâmica, aqueles partidos que se municiaram de postulantes ao cargo de vereador ou vereadora com grande potencial de puxar votos, terá a maior quantidade de cadeiras ocupadas.

Ressalto, no atual cenário do Brasil, nem para os mais sérios analistas políticos, se é possível determinar quantas cadeiras cada partido irão ocuparem. Tais profissionais, mesmo que se alicerçando nas pesquisas, principalmente às mais sérias, tal estimativa não será possível de se fazer. Pois, não sabemos quantos eleitores irão comparecem às urnas, isso em função da pandemia e da descrença política, assim, resta prejudicada qualquer estimativa precipitada sobre isso.

Ademais, a eleição suplementar para o cargo de senador ou senadora, tem causado espanto até mesmo para os leigos na política. Nitidamente temos dois lados bem definidos, a direita e a esquerda. Ocorre que na direita, eles brigam por qualquer coisa.

Todos se dizendo representantes do Presidente da República em Mato Grosso, e olha que não poucos! Ocorre que no meio político, é de notório conhecimento que, quem tem o apoio presidencial é a candidata tenente-coronel Rúbia Fernanda, receita amarga para alguns e refresco para outros. O que nos chama a atenção, por outro lado!

É que, para alguns "bolsonaristas", se o atual Presidente da República não apoiasse ninguém em Mato Grosso para o cargo de senador ou senadora, já seria ótimo. Mas que incógnita né? Candidatos bolsonaristas que não querem o apoio do Presidente Jair Bolsonaro para o Estado de Mato Grosso, vai entende né! Desta feita, se confundem egos, cargos, direita etc, com o que é ou não melhor para Mato Grosso.

Na eleição suplementar para o cargo de senador ou senadora, temos 11 candidatos, dentre eles, ex-ocupantes de cargos políticos, ocupantes de cargos políticos, representantes do agro, da classe empresarial etc,. Ocorre que, é apenas uma vaga, e, levando em consideração de que teremos uma alta quantidade de eleitores que não vão comparecerem às urnas. A meu ver, levará a vaga o candidato ou candidata que obtiver em torno de 25% a 30% dos votos válidos.

Dessas rusgas! Me chama atenção nas pesquisas até então divulgadas - e com certa razão - o ótimo desempenho do Procurador Mauro, que por ora, lidera a corrida ao cargo de Senador da República, esse que alheios às rusgas e ataques recíprocos se pauta em apresentar propostas para Mato Grosso.

Parece-me que os eleitores estão mais atentos, de que, partido político é apenas uma pessoa jurídica inérte, e que, quem cometem crimes são as pessoas físicas, seres humanos naturais, são aqueles que tem nome, CPF, idade, ego, vício, etc,. Portanto, são os seres humanos quem matam, roubam, desviam dinheiro público, fazem caixa dois etc, e que deste joio tem que separar o trigo.

Por fim, eleição atípica e aguardemos os resultados, que vençam os que tenham as melhores propostas.

Elvis Crey Arruda de Oliveira é advogado em Cuiabá.



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