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Opinião
Quarta - 18 de Novembro de 2020 às 06:22
Por: Licio Antonio Malheiros

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A política, no caso específico na disputa à prefeitura municipal de Cuiabá; funciona como se fosse uma peça de teatro, ou seja, dividida em dois atos, como neste caso específico. Dotados de uma determinada autonomia quanto à ação, tempo, espaço, estrutura da intriga ou ação das personagens.

O primeiro ato se encerra momento em que, a oposição através de o Abílio Junior (Podemos), acaba vencendo de forma incisiva, o poderio bélico de um prefeito, quer queiramos ou não, se utilizou de uma estrutura bem arregimentada de uma prefeitura “rica”.

Administrada, pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), que traz sobre si, uma pecha que nem irei decliná-la, advinda de um vídeo comprometedor, no qual, o mesmo está na condição de corrupto, em função das imagens fortes protagonizadas pelo mesmo.

Além disso, pensa sobre si, as diversas afirmativas proferidas pelos envolvidos na mesma, de que esse episódio vergonhoso e imoral, se tratava de recebimento de propina, assim afirmaram os depoentes.

Primeiro ato se encerra momento em que, a oposição através de o Abílio Junior, acaba vencendo de forma incisiva

Abílio Junior (Podemos) conseguiu 33,72%, ou seja, 90.631 votos, votação expressiva, vinda de um vereador com parcos recursos, com um tempo de televisão menor que seu opositor maior.

Emanuel Pinheiro (MDB) conseguiu 30,64% ou seja, 82.367 votos, ficando em segundo lugar, o mesmo surfava no aparato financeiro e de estrutura, advinda da prefeitura municipal, mesmo assim, perdeu o primeiro turno em função de dois acidentes de percurso, que poderão levá-lo a derrocada final.

O primeiro, o mais contundente, a situação vexatória e vergonhosa, que no linguajar popular é igual “batom na cueca”, não tem como justificar; a exibição de um vídeo comprometedor e vergonhoso, no qual, ele aparece recebendo dinheiro; segundo os depoentes provenientes de propina.

O segundo, com repercussão negativa, foi o engendramento de uma das sessões mais longas na história da Câmara Municipal, com 14 horas de duração, que levou a cassação do vereador Abílio Junior (Podemos); mesmo com a leitura do relatório da Comissão de Constituição e justiça (CCJ), que pedia o arquivamento da cassação.

Foi nesse momento, que deram ao Abílio, mais força para ressurgir como realmente aconteceu, por certo, ele deve estar grato aos articuladores dessa esdrúxula manobra de cassação pouco ortodoxa, que acabou o levando ao segundo turno e poderá levá-lo à vitória.

Agora, do ponto de vista da sapiência na escolha do Abílio, aconteceu na escolha do seu vice Felipe Wellaton (Cidadania), uma pessoa carismática e combativa, tanto é verdade; que até as crianças, assim como minha netinha Maria Fernanda, já dizia, vovô eu vou votar em latão, o que é latão Fernanda? Ela respondeu Felipe Wellaton, só ai, entendi a quem ela se referia.

Licio Antonio Malheiros é geógrafo.



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