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Opinião
Segunda - 07 de Outubro de 2013 às 23:47
Por: Licio Antonio Malheiros

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Com a efervescência da chegada do ano de 2014. Ano no qual, o tabuleiro político será por certo mudado, em função de acomodações, ou mesmo, por descontentamento deste ou daquele político, cabo eleitoral, dirigente de partido e, por ai vai. Um site renomado dá capital veiculou uma matéria, no mínimo surreal; a filiação de Francisco Vuolo, no (PP) e, não no (PMDB), que deveria ser o caminho natural, em função de sua estada no processo político do ano passado e, diga-se de passagem, com uma atuação exemplar, eu estava lá na condição de candidato e, acompanhei a trajetória do Francisco Vuolo, como um dos comandantes da campanha das Eleições Municipais 2012 do mesmo partido. Tenho certeza, que naquele momento foi ele quem mais se aproximou dos pequenos os formiguinhas, candidatos a vereador pelo (PMDB) e, que estavam ali na condição de abnegados puxadores de votos, para que alguns no partido pudessem se eleger. Fizemos dois, Aroldo Kuzai e Domingos Sávio, ambos, já migraram para o Partido da Solidariedade (SDD).

O engendramento político a nível, de bastidores, às vezes chega a dar calafrios, em função de uma série de nuances; entre as quais algumas sobressaem, puxa-saquismo, falsidade e, o que é pior, os chamados amigos do Rei.

Não estou fazendo nenhuma elucubração a cerca do tema em questão, pois eu estava lá, vi como transcorreu todo processo político daquele ano, em que, em condições precárias o nosso glorioso Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), ainda assim, conseguiu fazer dois vereadores e poderíamos ter feito mais, não fosse, a falta de investimentos nos candidatos, não amigos do Rei.
Nesse contexto, avalio naquele momento a posição de Francisco Vuolo, como a mais coerente de todos, pois dentro das suas limitações, procurou ajudar a todos sem distinção de amigos do Rei ou não, em suma, esteve mais próximo de nós reles mortais.

Agora, quando ele toma uma posição diferente é fácil criticá-lo, sem conhecer profundamente como funciona, o engendramento político dentro de alguns partidos; que na verdade, tem muitos caciques para poucos índios e, o que é pior, às vezes funciona como verdadeiros feudos. Quando findada a campanha política, seus senhores feudais, na hora da distribuição das benesses, os mesmos, usam da velha máxima, primeiro os amigos do Rei mesmo que estes não tenham obtido nenhum voto se quer. Em caso de alguma sobra de migalha, quando isso acontece, ai sim, será repassado para os vassalos e com algumas restrições.

 

Do jeito que a coisa anda, em breve irão ficar no nosso glorioso Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), apenas os caciques da legenda. E, por certo, nosso saudoso Ulysses Guimarães, que teve grande papel na oposição à ditadura militar e na luta pela redemocratização do Brasil, deve estar se mexendo em seu túmulo.
Pare o mundo, quero descer

 



Autor

Licio Antonio Malheiros

LICIO ANTONIO MALHEIROS é professor em Cuiabá

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