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Opinião
Segunda - 23 de Setembro de 2013 às 17:45
Por: Onofre Ribeiro

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           Sempre fui dado a leituras futuristas. Os autores erram um pouco, mas nunca erram de todo. E, à medida em que as leituras vão se sucedendo, começa a ficar mais claro aquilo que é permanente nessas previsões futuristas. Estou falando de uma última preciosa leitura que recebi reservadamente com o compromisso de não citar a fonte, sobre o futuro do Brasil.


 
           Advertindo que são possibilidades e não certezas, trouxe o assunto a este espaço. O texto diz que há planos dentro de uma visão espiritualista ampla e muito consequente, sobre o futuro do Brasil por volta de 2020. Será um país reconhecido por sua importância no papel de produtor de alimentos mais importante do mundo, detentor de recursos florestais, minerais e de água sem par no mundo. Mas para chegar lá nessa condição, terá que superar os atuais entraves políticos que o impedem de se tornar um país viável na frente.


 
           O emaranhado de setores públicos que se entrelaçam entre si e dificultam o papel do Estado como gestor da Nação, é incrível. Dessa forma, o país não anda e o Estado que deveria geri-lo tornou-se um elefante enorme e gordo que só cuida de si mesmo, explorando a sociedade em seus esforços, trabalho e dificultando a vida dos cidadãos.


 
           Diz ainda a leitura que se o Brasil não superar esse gargalo político será sempre uma promessa de futuro que aos poucos vai se definhar por incompetência gerencial de se conduzir o projeto 2020. Em junho de 2013 levas de estudantes e de jovens foram às ruas em busca de uma diretriz para o presente, mas de maneira inconsciente, em busca do seu futuro que está irremediavelmente comprometido pela sistemática política vigente. Até aqui a leitura daquele texto está rigorosamente correta.


 
           Mas a ida dos jovens às ruas não comoveu o sistema político. Ao contrário. Aumentou o deboche dos dirigentes dos poderes Executivo, Legislativo e mais recentemente ao limite, o poder Judiciário na questão do Mensalão. O que o texto diz sobre o futuro desses movimentos é que eles tendem a crescem em proporção geométrica, atingirão limites de violência pela impaciência podendo chegar ao derramamento de sangue quando o Estado perceber que está acuado e precisará resistir pra não mudar. Neste momento, os mais velhos sairão também às ruas para proteger e defender os seus filhos e netos, assim como representações sociais legítimas, na defesa da sociedade e dos seus negócios. Estará criado o ambiente de convulsão social pela produção de mudanças de um lado, e pela proteção do sistema político vigente de outro.


 
           Sobre o futuro de 2020, fica pra outro artigo.


 
Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso


Autor

Onofre Ribeiro
onofreribeiro@onofreribeiro.com.br www.onofreribeiro.com.br

É jornalista em Cuiabá.

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