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Opinião
Quarta - 13 de Outubro de 2021 às 06:22
Por: Lousdembergue Rondon

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Nunca antes na história da humanidade o homem precisou ser defendido. Exatamente porque é papel dele defender as crianças, as mulheres, os necessitados e a comunidade em que ele se encontra.

O homem é a personificação do sacrifício, como já defendi com amigos após algumas garrafas de vinho. Aviso ao leitor que este texto aqui será um pouco mais chato de ler, mas é uma importante parte da série de defesas que tenho escrito.

Este texto está cheio de liberdade poética, mas parece ser necessário um poeta para enxergar as coisas e ter coragem de abrir a boca para dizer. Vou deixar de fora um monte de coisas a fim de não dar muito trabalho a um possível leitor.

No texto passado defendi a mulher, e para continuar a defender a mulher preciso defender o homem. Encorajo o leitor a procurar aquela leitura em primeiro lugar.

O homem está a ser atacado de vários lados, o acusam de machismo, de homofobia, de defender um ‘patriarcado’, de ser opressor, de tirania, de ser até mesmo um ‘estuprador em potencial’, culpam ‘os homens’ pela imensa criminalidade na sociedade brasileira. E incutir ideias como esta na cabeça dos jovens não produz homens confiantes e muito menos ajudará as mulheres.

Nunca antes na história da humanidade o homem precisou ser defendido

Os jovens sentir-se-ão culpados por estas coisas e terão medo que, se esforçarem-se para serem competentes estarão na verdade a fazer parte de um ‘patriarcado’.

"Os defensores da ideia de um patriarcado opressor não entendem ou não querem admitir que a hierarquia vem através da competência", é o que na minha própria interpretação, disse o brilhante psicólogo canadense J. Peterson.

Infelizmente os políticos e a imprensa realizam uma campanha constante e massiva em apelo a um sentimentalismo vazio que visa desenvolver um ressentimento profundo nas mulheres a fim de jogá-las contra o homem. "O sentimentalismo exacerbado impede que as pessoas consigam perceber fatos, até porque sentimento não é argumento", é a minha versão do que disse o herói americano T. Sowell.

O homem tem uma grande tendência a ter uma agressividade física, enquanto a mulher apresenta a agressividade de forma mais ‘socializada’. Isso se deve não apenas a maior quantidade de testosterona, mas também pela adaptação do animal homem no decorrer de milhares de anos. O homem entrou em brigas para disputar por fêmeas, por política e para trazer maior quantidade de caça para casa.

O homem tem menos medo de arriscar a própria vida para defender o que quer, porque é necessário correr este risco para continuar a viver e deixar descendentes.

A mulher se esforçou para não provocar desentendimento na tribo, pois ora ela cuidava dos próprios filhos, ora ela cuidava dos filhos dos outros. E viver tanto tempo nesta comunidade fez com que ela desenvolvesse uma agressividade mais velada, mais socializada, do que a violência direta, destemida e exposta do homem.

Já que a mulher precisava contar com a colaboração e ajuda constante das outras mulheres na tribo. Se o leitor não entender porque toco neste ponto, saiba que a maneira de expressar a agressividade moldou a diferença de personalidade do homem e da mulher que temos hoje.

A mulher faz mais tentativas de suicídio, mas o homem se suicida com mais frequência. O homem sofre com mais depressão; abuso de drogas; alcoolismo; tem tido menor escolaridade; realizam mais trabalhos braçais e mais trabalhos perigosos; tende a morrer antes; são a maior parte dos moradores de rua; são assassinados com mais frequência (96%); participam mais da criminalidade e são presos com mais frequência; e também são mais vítimas de abuso sexual do que as mulheres.

É extremamente estranho que há quem defenda não existir diferenças entre homens e mulheres, até mesmo a ponto de dizer que é apenas a ‘cultura’ que ocasiona diferenças entre os sexos. Isto está tão longe da verdade quanto é possível chegar. Primeiramente as diferenças entre os sexos é necessária para construção da atração sexual, quanto mais contraste existe entre os sexos, mais atraentes as pessoas se tornam (vou escrever um artigo apenas a respeito disso no futuro).

Mas não apenas isso, as diferenças fazem com que os sexos sejam úteis, seres humanos não podem se valer apenas de órgãos reprodutores. A diferença entre homens e mulheres é cultural sim, mas a fundação da cultura e dos costumes é construída em cima de disposições biológicas construídas num processo de adaptação do animal à natureza, como já defendi em artigos passados. As diferenças entre os sexos é necessária, desejável e imprescindível para a qualidade de vida dos indivíduos e a formação saudável de uma sociedade.

Homem é um animal simples de entender em todos os aspectos. Brigas entre homens ocorrem em três passos: após o desentendimento um xinga o outro, depois um bate na cara do outro e no final um mata o outro.

Já quando uma mulher não gosta da outra por ser mais bonita, mais inteligente ou mais esforçada, até por talvez não encaixar na visão política ou não estar dentro do padrão de comportamento do grupo, as brigas ocorrem assim: a agressora fala mal da vítima para as outras mulheres a fim de manchar a ‘reputação’ da vítima.

Por conta disso elas têm uma tendência natural a não dizer o que pensam na cara uma da outra, o que resulta na falta de amizade entre algumas mulheres, pois não podem confiar uma na outra. Não fique surpreso se alguma mulher reclamar que uma mulher na ‘chefia’ do trabalho tende a pegar mais no pé das mulheres do que no pé dos homens.

Isso faz parte de um instinto primitivo. Já que ao ‘diminuir’ outras mulheres, as agressoras acreditam inconscientemente que terão mais chances de conseguir acasalar com o melhor macho do bando. Elas são extremamente competitivas e agressivas neste aspecto.

As mulheres sofrem com isso de verdade. Isso pode prejudicar o rendimento delas no trabalho e na escola, provoca estresse, ansiedade e até crises depressivas, pois o banimento social desregula a produção de serotonina no cérebro. Este tipo de situação é bastante séria e precisa ser combatida, e as autoridades no local precisam estar atentos para resolver.

Sobre o comportamento sexual, o homem tem uma dificuldade biológica para recusar sexo. Os homens têm um instinto primitivo de buscar toda chance possível de se reproduzir. Isso não significa dizer que este comportamento animal não possa ser controlado. Pode e deve, através da consolidação de valores morais e o entendimento das responsabilidades, dos compromissos e das coisas mais importantes na vida dele.

A traição, a infidelidade é errada e deve ser combatida, é uma deficiência de caráter, é uma das maiores causas da destruição da família, dos filhos e da sociedade. O infiel é burro o suficiente para destruir o significado da vida dele em troca de um desejo animal de acasalar com o maior número de pessoas possível.

O infiel burro parece não entender que o sexo nunca foi uma coisa física; apesar de toda biologia, garanto que o sexo é muito mais psicológico do que físico; e se o sexo é psicológico significa que o maior potencial para o prazer sexual é através do compromisso, da lealdade e da intimidade (que não pode ser conseguida fora de uma relação monogâmica duradoura).

O homem é um animal feito exclusivamente para o sacrifício, pois tem no sacrifício a função de existir. Não é à toa que ele detém a força e a disposição física para aguentar longos estresses de trabalho pesado, exaustivo. Sempre foi do homem o papel de fazer o bruto, o cérebro dele foi moldado para se acostumar com os calos nas mãos, o suor a escorrer na testa, o enfrentamento do inimigo predador ou da presa, e ainda a coragem para lidar com o inimigo homem.

Se o homem sai de casa todos os dias para trabalhar, fica no trabalho por longas horas, longe da família, dos filhos e da esposa, é exatamente porque precisa fazer este sacrifício para poder ter o privilégio de ter uma família. O trabalho do homem nunca foi por motivo egoísta ou fútil, o homem nunca trabalhou para ter um currículo ou aparência-pela-aparência; a essência do homem é a doação, é o sacrifício pelo bem estar daqueles que ele preza; o sacrifício do corpo, da mente, os esforços são destinados para garantir que a família possa se beneficiar.

E este pensamento não é algo novo, inovador ou desconhecido; muito menos eu invento; essa é a construção mental para qual o homem foi adaptado por milhares de anos. Diferente da mulher, o homem é menos sensível e mais bruto; ele sofre menos com a falta da família, ele sofre menos com o estresse, e ele conta com a disposição dos hormônios, da testosterona; com o incentivo de um cérebro que foi moldado para a severidade da batalha cotidiana.

É triste que alguém ache que o homem pensa nele mesmo quando se esforça; o homem não existe sem servir ao próximo, se ele não tem porque se sacrificar, não tem porque viver; o homem é um animal de espírito bruto, sincero, simples e altruísta. Ele dá e daria a vida pela mulher sem pensar duas vezes; para o homem proteger a mulher é algo natural e desejável; se ele morre para protegê-la, o faz com felicidade; e a mulher (honesta) sabe disso.

No meu texto ‘Em defesa da vida após a morte’ eu descrevo a ideia do sacrifício próprio a fim de defender valores mais elevados como a ideia de família e comunidade. O homem é naturalmente um cavalheiro, este é o espírito dele, e se hoje alguns não agem desta forma, ou é por burrice, ou por falta de caráter, ou por ter aprendido que a sua função é desnecessária. A mulher não conhece ainda o próprio poder, e quando ela quiser ela poderá ajudar o homem a erguer seus valores morais.

Se a essência do homem é o sacrifício, a essência da mulher é a natureza. A mulher é a personificação da natureza, com toda a beleza, toda a glória, com toda a vida; mas também com toda a frieza em escolher aqueles que sobreviverão. Cabe a mulher a palavra final na escolha do parceiro; cabe a ela o papel de exigir do homem aquilo que ela deseja; e dificilmente o homem negará o que a mulher deseja, pois recusar os desejos da mulher é ser é condenação de morte; não da própria morte, mas a morte de todas as futuras gerações.

Sobre a política, o 'Estado' tende a substituir a função do homem como defensor e provedor do lar e os políticos tentarão agradar as mulheres com serviços e bens 'gratuitos' (estado de bem estar). O homem deve ficar atento pois o 'Estado' sempre será uma ameaça ao papel do 'homem de família'; e neste caso, logo algumas mulheres não precisarão mais dos homens. E elas darão preferência a governos socialistas.

Algumas mulheres poderão ficar tão fascinadas com a ideia de 'Estado' que inclusive dispensarão o tempo com os próprios filhos a fim de utilizar este tempo com elas mesmas (e elas acreditarão que os filhos prejudicam o desenvolvimento profissional delas). E o 'estado de bem estar' não é uma ideia aleatória, ela é uma ideia global, vem da premissa da 'família ser um dos pilares do capitalismo', portanto os políticos socialistas colocarão em prática projetos que -- disfarçados de bondade -- pretendem enfraquecer a construção da família a longo prazo.

É o primeiro dever do homem proteger a família de todas as ameaças; sejam elas políticas, ideológicas, românticas ou físicas. O homem que não consegue garantir a proteção dos queridos -- por qualquer meio necessário -- não merece ser homem, é inútil e deve ser descartado pelas mulheres o quanto antes.

Homens sensíveis são inúteis, é por esta razão que foram extintos. Eles colocarão em perigo a família e toda a comunidade. O papel do homem não permite o sentimentalismo e delicadeza das mulheres. A compaixão e vulnerabilidade do homem deve ser demonstrada apenas aos mais queridos, -- aos desconhecidos ele deve ser frio e aos inimigos ele deve ser feroz como a fera. Literalmente como no conto da Bela e a Fera, sendo a mulher a única domadora da fera.

O homem deve ter confiança e deve saber o que quer. Deve evitar a indecisão e a fraqueza para proteger a comunidade. Obviamente ele deve se atentar que precisa ser um *cavalheiro em todas as situações. Deve ser gentil e oferecer ajuda a todas as pessoas, inclusive para outros homens. Isso serve para demonstrar que ele tem confiança em si mesmo e pode ser alguém em que outras pessoas podem confiar.

Um homem que demonstra fraqueza, incerteza, irritabilidade, sentimentalismo e grosseria será excluído do meio social; sendo ‘rebaixado’ no papel de homem. Ele não deve demonstrar arrogância, egoísmo ou vaidade. Deve ser simples, respeitoso e saber receber elogios, críticas e piadas sobre ele mesmo. Deve encarar brincadeiras de forma natural. Também deve saber ouvir a opinião dos outros e deve ser firme para defender os próprios argumentos. Deve admitir quando errar e deve se desculpar se necessário; deve sempre estar disposto a aprender com o próximo e estar à disposição para ajudar.

Sobre a agressão a mulher. Por que vemos tantos casos de mulheres agredidas pelos namorados nos jornais, será que os homens resolveram não prestar, ou nunca prestaram? O que está a acontecer? A agressão doméstica tem várias origens, mas deixa eu pensar em algumas:

1 - Vemos muito isso ocorrer porque notícia ruim vende.

2 - Algumas mulheres tendem a escolher homens errados. E por que fazem isso? Um psicólogo poderia argumentar que estão a repetir um comportamento que aprenderam na infância, já que elas mesmas poderiam ter tido um pai mau caráter. E estão certos, mas meu primeiro argumento seria que elas não tiveram uma orientação e um suporte familiar para escolha do parceiro. Pessoas poderiam mostrar a ela 'sinais vermelhos' sobre o comportamento do pretendente. Famílias disfuncionais criam pessoas que farão outras famílias tortas. Mas de qualquer forma há muitos bandidos no mundo, será que bandidos não conseguem namorar?

3 - Criminalidade. Algumas mulheres escolhem entrar para o crime ou ficam encantadas com a 'vida fácil' de bandido. E também por uma questão de interpretarem que o bandido é o 'macho dominante'. E obviamente, se o homem é burro o suficiente para cometer crimes violentos*, ele também terá uma tendência a agredir a parceira. (*Pessoas inteligentes tendem a cometer crimes não violentos, como corrupção e estelionato).

3.1 - Pessoas burras têm dificuldade para controlar impulsos; tendem a não definir a gratificação muito bem, por consequência não pensam no futuro. Obviamente nem todo burro é criminoso. Mas evite este tipo.

4 - Promiscuidade. Mulheres que trocam de namorado com frequência terão maior chance de encontrarem algum agressor. Já que homens decentes provavelmente não vão namorar com mulheres promíscuas.

5 - Sexo fácil. Sexo traz inúmeras vantagens e desvantagens. A desvantagem é que quanto mais fácil é 'conseguir sexo', menos o homem vai precisar oferecer a mulher. Logo, quanto mais fácil é o sexo, mais chances da mulher namorar com alguém que não presta. O contrário também é válido. Quanto 'mais difícil' é conseguir o sexo, mais o homem terá que oferecer a mulher e maiores são as chances da mulher conseguir um ótimo parceiro.

6 - Falta de punição! É óbvio, mas se as pessoas não são punidas, elas vão tender a cometer o crime mais vezes. Vá ler Emile Durkheim, quando ele fala sobre as 3 barreiras (consciência, sociedade e punição).

7 - Homens são ensinados desde criança a bater em mulher. (Você acredita nisso? Eu não! Mas por incrível que pareça algumas pessoas vão argumentar isso).

Para enfim responder a pergunta da linha fina, tem o homem serventia para a sociedade?

Apenas se recuperar os seus valores morais. O que vem primeiro, os valores morais ou a economia? Dinheiro não produz moralidade, a sociedade que não tem valores morais nunca terá boa qualidade de vida.

Enquanto o homem e a mulher não tomarem responsabilidade pelos próprios atos; tratarem o sexo como uma fútil brincadeira; enquanto se interessarem por pessoas que não prestam; enquanto trocarem o casamento pela promiscuidade ou a falta de compromisso; não colocarem os filhos e a família como prioridade; tratarem o parceiro como objeto; tratarem os filhos como se fossem um fardo; enquanto as pessoas trocarem a decência e a honra pela futilidade; então não existirão o homem, a mulher e tampouco a civilização.

Confira as outras defesas:

Defesa do casamento:

https://www.midianews.com.br/opiniao/8-argumentos-a-favor-do-casamento/407810

Defesa da vida após a morte:

https://www.midianews.com.br/opiniao/em-defesa-da-vida-apos-a-morte/408174

Defesa da mulher:

https://www.midianews.com.br/opiniao/em-defesa-da-mulher/408519


Lousdembergue Rondon é jornalista em Cuiabá.



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