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Opinião
Segunda - 23 de Maio de 2022 às 06:50
Por: Alfredo da Mota Menezes

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A União Europeia quer votar lei para que empresas de lá comprovem que compraram bens do agro do Brasil onde não houve desmatamento ilegal ou qualquer outra irregularidade ambiental.

Ativistas europeus promoveram manifestações para que a lei seja mais dura ainda. Acredita-se que ela possa ser aprovada ainda este ano. Olha o tamanho da encrenca.

O mercado europeu é gigante e compra bens do campo do Brasil, MT no meio. É tempo de aumentar no estado a atuação contra o desmatamento ilegal ou outras atividades que afetam o meio ambiente. Um número pequeno de gentes assim faz, mas esses poucos podem atrapalhar os muitos que agem dentro das normas ambientais.

Deveria ser criado no estado um setor especifico para mostrar ao mundo o que está sendo feito aqui para combater o mal feito no campo. Um lugar que tivesse todas as informações, reais e concretas, em português, inglês ou outras línguas, com dados, inclusive de satélites, de áreas plantadas e preservadas. Tudo que mostrasse, no ato, a realidade estadual no campo, na preservação e na obediência ambiental.

O chamado mundo desenvolvido olha de forma enviesada para a América Latina. Daí a necessidade de se ter um trabalho competente para contrapor, com lógica e números, o que deve vir depois daquela lei aprovada na União Europeia.

Quer exemplo? Duvidam até que 62% do estado são preservados. Até o Brasil do litoral duvida. Daí que se deve ter um setor de competência irrefutável e até, se necessário, ao ser montado, com suporte em especialistas do exterior para se ter mais credibilidade.

Mostrar ainda a alta produtividade no campo. Que aqui se produz tantas sacas de soja por hectare quanto os EUA, o país com mais tecnologia no campo em todo mundo.

Realidade futura impõe agenda com dados concretos sobre comércio internacional

Que a alta produção até compensa a falta de logística de transporte. Como um estado, sem transporte adequado e amplo, pode competir com gigantes do agro no mundo se não tivesse tecnologia avançada e um clima que também ajuda? Outro item? Não pedir dinheiro para não derrubar floresta. Deixar de ser pedinte.

Outro passo nessa direção seria deixar as terras indígenas de lado. Ao usá-las, imediatamente o fato explode na mídia internacional. No caso de índios aculturados, como os Parecis, a estória é outra. Mostrar esse caso específico também.

Aquela tese de não se importar com a reclamação sobre meio ambiente porque a China, grande compradora, não se importa com isso não é mais verdade hoje. A China já não anda por esse viés. Sabe que, se não obedecer regras ambientais, perde também clientes.

Enfim, teria que ter todos os argumentos possíveis, os que foram aqui colocados são meros exemplos, para enfretamentos com o que pode vir por ai na União Europeia e outros lugares.

A realidade futura impõe uma agenda especifica, com números e dados concretos e irrefutáveis, em línguas diferentes, sobre o que virá no comércio internacional. O estado tem esses mecanismos e grupos formados para enfrentar uma batalha que cada dia vai crescer?

Alfredo da Mota Menezes é analista político.



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