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Opinião
Sábado - 14 de Agosto de 2010 às 01:39
Por: Mario Eugenio Saturno

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Em 3 de agosto último, o INPE completou 49 anos. Funcionário que sou desta instituição, não posso deixar de escrever de sua importância para o país. Já tive a oportunidade de escrever em artigos o importante trabalho que o INPE faz nas áreas de Meteorologia e Mudanças Climáticas, Observação da Terra e Engenharia Espacial, que produz satélites e na que estou alocado. Podemos encontrar o INPE por todo o país, mas quero neste artigo mostrar um pouco do Centro Regional Sul (CRS) de Pesquisas Espaciais do INPE, que me foi apresentado pelo Dr. Afranio Righes, e que está localizado no Campus da UFSM, Universidade Federal de Santa Maria.

O  CRS-INPE foi criado para desenvolver tecnologias espaciais na região sul do Brasil, nas áreas de Observação da Terra, Clima e Tempo, Ciências da Terra, do Sistema Solar e do Espaço Exterior. O CRS também é sede do Projeto Antártico do INPE e do Campus Brasil do Centro Regional de Educação em Ciências e Tecnologias Espaciais para a América Latina e Caribe (CRECTEALC), que promove cursos internacionais de capacitação de recursos humanos. O Projeto Antártico do INPE  realiza pesquisas na Antártica em dinâmica da atmosfera, camada de ozônio, meteorologia, aquecimento global, gases do efeito estufa, radiação ultravioleta, a relação sol-atmosfera, o transporte de poluição, oceanografia e interação oceano-atmosfera. A maior parte dos projetos oferece resultados e dados de aplicação no estudo das Mudanças Globais.
 
O CRS está construindo pequenos satélites em forma de cubo (CubeSats) com até 10 cm e desenvolvendo antenas para medições e para comunicação. Outra importante pesquisa é o  Geodesastres Sul, no uso de geotecnologias para desenvolver metodologias para a prevenção de desastre naturais para a região Sul do Brasil e MERCOSUL.

 O CRS pesquisa o escoamento turbulento na camada limite do planeta; Meteorologia e Oceanografia observacional e por satélites e previsão ambiental. E ainda realiza em tempo real o monitoramento e previsão de eventos solares e geofísicos espaciais. Isso é muito importante pois as interações entre o Sol e a Terra tem impactos não só na ciência mas também para a indústria de satélites, as companhias aéreas, sistemas de defesa, indústrias de petróleo e minerais, energia elétrica, seguros, telecomunicações e sistemas de posicionamento. 

São pesquisas importantes que demandam um investimento muito maior do que já recebe, uma atenção maior e mais engajada da classe dirigente e uma vontade política de toda a nação que é gigante, está entre as maiores e mais desenvolvidas do mundo, mas não se dá conta que é preciso investir maciça e massivamente em Educação que forma profissionais e em Ciência e Tecnologia, que é o que realmente impulsiona um país rumo ao futuro. Esse foi o caminho trilhado pelas maiores potências. E não há outro caminho.


Mario Eugenio Saturno
, de Bariloche - Argentina, é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), professor universitário e congregado mariano. (mariosaturno@uol.com.br)



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