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Repórter News - reporternews.com.br
Internacional
Sábado - 26 de Fevereiro de 2011 às 10:36

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Os líderes de Alemanha e Reino Unido concordaram neste sábado sobre a necessidade de impor sanções internacionais "severas" ao regime líbio o mais rápido possível, informou Berlim. O movimento endossa a decisão de ontem do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que ordenou o congelamento todos os ativos de Muammar Gaddafi, sua família e membros de seu regime. Obama foi o primeiro líder mundial a anunciar sanções ao ditador e seu regime.

Na ordem, Obama afirma que "Gaddafi, seu governo e seus estreitos colaboradores tomaram medidas extraordinárias contra os líbios, incluindo o emprego de armas de guerra, mercenários e uma violência sem sentido contra civis desarmados".

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Na lista das primeiras pessoas sancionadas estão Gaddafi, seus filhos Khamis, Aisha, Mutassim e Said el Islam.

Neste sábado, em conversa por telefone, a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, concordaram sobre a necessidade urgente de sanções das Nações Unidas, informou o porta-voz do governo alemão, Christoph Steegmans, em um comunicado.

Os dois líderes acreditam que "o Conselho de Segurança das Nações Unidas precisam adotar sanções severas o mais rápido possível contra o regime de Trípoli", disse, acrescentando que os dois líderes também concordaram sobre a necessidade de sanções por parte da União Europeia.

O Conselho de Segurança da ONU deve reunir-se novamente neste sábado para considerar uma resolução deverá impor sanções contra o ditador líbio, Muammar Gaddafi, em uma tentativa de acabar com os ataques a manifestantes antirregime.

O Reino Unido, a França, a Alemanha e os Estados Unidos redigiram um projeto de resolução segundo o qual os ataques contra civis podem representar crimes contra a humanidade. O projeto também pede o embargo ao envio de armas ao país, a proibição de viagens a Muammar Gaddafi e o congelamento de seus bens.

SANÇÕES AMERICANAS

Obama justificou ontem que existe um "sério risco" de os ativos do Estado líbio serem malversados por Gaddafi, membros de seu governo e familiares do ditador se não forem protegidos.

O presidente considera que as atuais circunstâncias, os ataques prolongados e o número cada vez maior de líbios buscando refúgio em outros países levaram a segurança da Líbia a se deteriorar, o que representa um sério risco para sua estabilidade e, portanto, uma "ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa" dos EUA.

A ordem permite ao secretário do Tesouro, Timothy Geithner, em consulta com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, sancionar qualquer funcionário de alta categoria da Líbia, os filhos de Gaddafi e todas as pessoas responsáveis -- ou cúmplices -- pela ordem, controle, direção e participação em violações de direitos humanos relacionadas com a repressão política na Líbia.

Também podem receber sanções as pessoas que emprestaram apoio material, financeiro ou logístico para estes abusos, as que tiverem atuado em nome daqueles e as esposas e os filhos das pessoas que figuram na lista negra dos EUA.

Em comunicado, Obama insistiu que as contínuas violações dos direitos humanos, o tratamento brutal voltado aos líbios e as ameaças geraram uma ampla condenação da comunidade internacional.

"O governo de Muammar Gaddafi violou normas internacionais e a decência comum e tem que responder por suas ações", assinalou Obama.

O presidente dos EUA assegurou que as sanções se dirigem ao regime de Gaddafi e pretendem proteger os ativos que pertencem aos líbios, e não ao coronel e a seus parceiros e familiares.

Obama assegurou ainda que daqui para frente os EUA seguirão coordenando de perto suas ações com a comunidade internacional, de maneira bilateral e multilateral, como na ONU (Organização das Nações Unidas).

"Apoiamos firmemente os líbios em sua exigência de que sejam respeitados os direitos universais e em sua reivindicação de um governo que responda a suas aspirações. A dignidade humana não pode ser negada", assinalou.

APOIO A GADDAFI

Ontem, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, expressou na sexta-feira seu apoio ao governo da Líbia e pediu paz no país que enfrenta uma semana de protestos. Ele ressaltou, no entanto, que não aplaude as decisões tomadas por seus aliados no mundo.

Chávez, que afirmou ser amigo do líder líbio Muammar Gaddafi, assim como de outros presidentes, manifestou preocupação com as manifestações em alguns países com risco de guerras civis, como o caso da Líbia.

"Não posso dizer que apoio, ou estou a favor, ou aplaudo qualquer decisão tomada por qualquer amigo meu em qualquer parte do mundo, não...mas nós sim apoiamos o governo da Líbia", disse Chávez na noite de sexta-feira, em declarações transmitidas pela TV estatal.

"Não pude falar com Gaddafi todos estes dias", completou ele.

A Líbia vive uma crise política. Manifestantes pedem a saída de Gaddafi, no poder há 42 anos, e têm sido reprimidos de forma violência, gerando críticas da comunidade internacional.

Na quinta-feira, Chávez, que reforçou os laços diplomáticos e comerciais com Gaddafi, comentou em sua conta na rede social Twitter: "Viva a Líbia e sua Independência! Gaddafi enfrenta uma guerra civil!".






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