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Quinta - 20 de Janeiro de 2011 às 07:20
Por: Sonia Fiori

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Os planos articulados pelo PMDB para atrair o vice-prefeito de Várzea Grande, Sebastião Gonçalves (PR), o Tião da Zaeli, poderão desestabilizar o “convívio harmonioso” verificado até agora entre o governador Silval Barbosa (PMDB) e os republicanos. O assédio para atrair Zaeli deixou o presidente regional do PR, deputado federal Wellington Fagundes, no mínimo insatisfeito.

De quebra, Fagundes mandou um recado indireto para o chefe do Executivo estadual: “Como presidente do PR acho que não é bom o partido do governador tentar cooptar membros de siglas da base aliada”, disparou em tom de alerta. Além do PMDB, o PSB e o PV querem atrair Tião.

Zaeli não confirma entendimento direto com o chefe do Executivo estadual. Entretanto, chegaram aos ouvidos dos republicanos informações sobre reunião que teria sido realizada no gabinete de Silval, nesta semana, com a participação do vice-prefeito. A presença de Zaeli não teria sido notada no Palácio Paiaguás, segundo fonte do PR, porque o encontro teria sido realizado em moldes sigilosos pelo PMDB.

Membros da direção do Partido da República, cientes das informações, chegaram a comentar que “Zaeli poderá sair do PR pela porta dos fundos como fez em relação ao encontro com Silval”. As declarações ironizam a forma como o tema vem sendo tratado pelo PMDB. Silval conta com o PR como seu principal aliado para a governabilidade de Mato Grosso, além do PT e do PP. O governador contou com aval dos republicanos para pleitear a reeleição, tendo como expoente no período eleitoral o ex-governador e senador eleito Blairo Maggi (PR).

Nesse tabuleiro político, o convite para que Zaeli ingresse no PMDB deu início à possibilidade de se criar instabilidade entre o PR e a legenda. Fonte do PR assegura que a forma como o tema vem sendo costurado pelos líderes do PMDB abre precedentes para um distanciamento na relação de cordialidade vivenciado entre as siglas desde as eleições de 2006, quando Silval disputou na vaga de vice-governador na chapa liderada pelo então governador Blairo Maggi.

Ontem, Wellington reiterou que o assunto será discutido no partido. Ele disse ainda, considerando a informação de interferência direta de Silval, que o tema deverá entrar em pauta com os principais membros da direção regional da legenda.

Em que pese o clima de “saia-justa” proporcionada pelo convite ao vice-prefeito, o PMDB deverá rever a questão, sob pena de gerar imbróglio ainda sem precedentes com o PR. Os reflexos negativos do quadro poderão afetar o nível do bom relacionamento assegurado até o momento entre o governador e os maiores líderes do PR: Maggi e Wellington. O vice-prefeito, no entanto, tem simpatia pelo convite. A contrariedade dele com o grupo republicano de Várzea Grande se dá em torno da quebra de acordo feito entre Zaeli e o prefeito Murilo Domingos (PR) no período das eleições municipais de 2008.

Com os olhos voltados para o pleito de 2012, o vice-prefeito aguarda reunião nos próximos dias com a cúpula republicana para decidir se deixa ou não o partido. Wellington, por sua vez, está atento as movimentações do PMDB.






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