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Economia
Quarta - 08 de Dezembro de 2010 às 10:47

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Sob pressão dos alimentos, o IPCA já acumula alta de 5,25% até novembro. Há um mês de fechar o índice de 2010, a taxa é superior à inflação de todo o ano de 2009 (4,31%) e quase um ponto percentual acima do centro da meta de inflação do governo (de 4,5%).

De janeiro a novembro, os alimentos subiram 8,95%, bem acima da taxa de 3,18% do índice fechado de 2009.

"Vemos neste ano o IPCA seguindo de perto o comportamento dos alimentos. Quando eles subiram no começo do ano, o IPCA foi junto. Depois, arrefeceram, mas o índice voltou a subir quando os alimentos retomaram a tendência de alta a partir de setembro", disse Eulina Nunes dos Santos, coordenadora do IBGE.

Por trás da pressão do grupo alimentação, diz, estão a maior demanda mundial por alimentos, sobretudo de países emergentes e o clima, que restringiu a oferta no país de itens como feijão, por exemplo.

A seca também afetou plantações de trigo na Rússia e fez o preço do grão e de outras commodities (como soja) dispararem em nível global.

Diante disso, as altas de maior peso entre os alimentos no ano ficaram com carnes (26,79%) --que sofrem com a alta das rações e do consumo--, leite (17,04%), feijão carioca (95,85%), além da refeição fora de casa (8,47%), sob impacto também do reajuste real do salário mínimo, que pressiona os custos de restaurantes.

Segundo Nunes dos Santos, a pressão dos alimentos só não resultou numa alta mais acelerada do IPCA porque os preços administrados, em especial os do grupo transporte (alta de 2,11% no acumulado de 2010) ajudou a conter a taxa do IPCA.

"Os combustíveis subiram abaixo da inflação e os veículos recuaram no começo do ano e não aceleraram após o fim do IPI reduzido, o que ajudou a segurar o IPCA", afirmou.

A gasolina, por exemplo, subiu 1,42% de janeiro a novembro. Já o grupo alimentação, que concentra preços administrados como os de telefonia e energia, avançou 4,48% no acumulado do ano, também abaixo do IPCA.






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