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Cidades/Geral
Quarta - 11 de Agosto de 2010 às 09:04
Por: Fernando Duarte

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A adolescente de 14 anos vendida pela mãe e que sofria violência doméstica em Várzea Grande ainda não retornou para a cidade natal de Reriutaba, no Ceará. A família que violentava a jovem foi presa tentando fugir de Mato Grosso. Passados mais de 4 meses desde que o caso foi denunciado pelo Conselho Tutelar, a adolescente ainda está na casa de abrigo.

A promotora da Infância e da Juventude, Sasenazy Daufenbach, destacou 3 motivos para a permanência da jovem no Estado. Primeiro, pela cidade cearense não possuir estrutura para dar um atendimento psicológico de qualidade.

Depois, pela questão judicial, já que a adolescente é testemunha no processo contra as 3 pessoas que conviveram com ela em Várzea Grande. Um deles, de 30 anos, vivia como se fosse marido da jovem. O terceiro motivo é a escolha do município que custearia a passagem dela para o Ceará: Reriutaba ou Várzea Grande.

A família comprou a jovem quando ela tinha 11 anos por R$ 700 e um terreno pagos à mãe dela, que possui outros 8 filhos. Ela nega a venda da filha. Após o Conselho Tutelar denunciar o caso, um boletim de ocorrência foi registrado no Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) Parque do Lago. No entanto, o delegado plantonista liberou a família por não se tratar, na concepção dele, de um caso em flagrante.

O familiares também são cearenses, mas tentaram fugir para o estado do Maranhão sendo presos em Barra do Garças (509 km a leste de Cuiabá). Atualmente, estão detidos na Cadeia Pública do Capão Grande, em Várzea Grande.

Entenda - A adolescente foi encontrada dentro do armário da pia da cozinha em uma casa no bairro Parque Mangabeiras. Ela não estudava, não saía da residência e trabalhava como empregada doméstica para a família. Ao Ministério Público Estadual (MPE) foram encaminhadas as denúncias de violência física, abuso sexual e cárcere privado.





Fonte: A Gazeta

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