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Agronegócios
Domingo - 16 de Maio de 2010 às 07:44

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As perspectivas de aquecimento global e seus efeitos sobre a agricultura, traçadas pelas Universidade de Campinas (Unicamp) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), preocupam, mas não chegam a causar alardes nos produtores de Mato Grosso. Segundo eles, providências já estão sendo tomadas e a expectativa é de que o quadro seja revertido nos próximos anos.

De acordo com o Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Universidade de Campinas/SP (Unicamp), a temperatura da Terra poderá sofrer uma elevação de até 5,8º C nos próximos 50 a 100 anos.

Segundo produtores, o problema [do aquecimento global] existe desde 1940, mas a situação não chega a ser tão grave assim como “pintam” os cientistas. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), Rui Prado, entende que se todos agirem dentro da lei e fizerem sua parte, o impacto será bem menor. “É uma balela dizer que no futuro a agricultura será inviabilizada por causa do calor”, afirma.

Para Rui Prado, a situação é “perfeitamente reversível”, desde que cada um faça a sua parte, como preservar as nascentes dos rios e evitar os desmates ilegais. “Se agirmos dessa forma não teremos problemas no futuro como estão alardeando”.

Os produtores acreditam que mesmo diante da possibilidade de elevação da temperatura, a produtividade de algodão e soja na região Centro-Oeste não deverá ser muito afetada, pois a soja e o algodão são culturas que gostam de luminosidade, sol quente, chuva e aturam bem o calor.

Lembram que “se houver um controle dos desmatamentos e poluição, é possível reverter esta previsão sombria para o planeta”.

Famato e Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado) trabalham juntas no sentido de orientar os produtores sobre as conseqüências do aquecimento para a agricultura regional e estudar saídas para minimizar os efeitos do aumento da temperatura nas próximas décadas. Uma das alternativas é investir na área de bioenergia e reflorestamento.

“Temos de pensar em desenvolvimento sustentável, nunca em engessamento da nossa economia”, afirma o presidente da Aprosoja/MT, Glauber Silveira.

Ele lembra que atualmente todos estão cientes do seu papel e procuram trabalhar em sintonia com os preceitos ambientais, respeitando a reserva legal e promovendo o reflorestamento das áreas desmatadas e degradadas.

Segundo ele, a agricultura brasileira tende a ser uma das menos poluidoras do mundo por dispor de alternativas de energias renováveis. “Acredito que se houver um melhor planejamento, daremos uma contribuição fantástica para minimizar as ameaças do aquecimento”.






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