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Repórter News - reporternews.com.br
Agronegócios
Quarta - 12 de Maio de 2010 às 08:51
Por: Leandro Costa

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A frota brasileira de veículos bicombustível, os chamados flex, deve saltar de 12 milhões em 2010 para 23 milhões em 2014, o que deve elevar o consumo de etanol no mercado interno de 22 bilhões de litros/ano para 40 bilhões de litros/ano.

 

Para suprir a demanda, a produção de cana teria de dar saltos de aproximadamente 11% ao ano, passando de 653 milhões de toneladas ano em 2010/2011 para 904 milhões em 2013/2014, é o que avalia o ex-diretor da BM&FBovespa, e sócio-diretor da Archer Consulting, Arnaldo Luiz Corrêa. "O problema é que, ainda que o mercado interno esteja aquecido, a produção não deve crescer nesse nível. Não haverá sobra."

Segundo Corrêa, o preço atual do álcool no mercado internacional é um dos fatores que inibem a entrada de novos players no mercado. "A cotação da commodity está abaixo do custo de produção, o que afugenta os investidores". E de acordo com as projeções do especialista seriam necessários US$ 33 bilhões em investimentos para aumentar a produção de cana a níveis capazes de suprir a demanda nacional.

Diante deste cenário, com a oferta de cana cada vez mais apertada em relação ao consumo, o que se pode esperar é o impacto nos preços. "Resta saber se o impacto se dará de forma mais significativa no preço do açúcar ou do etanol", diz Corrêa.

Disputada.Para ele, com a perspectiva de que a produção não vai crescer suficientemente para suprir a demanda nos próximos anos a cana passará a ser disputada "palmo a palmo" entre etanol e açúcar. "As usinas vão pender para o lado que remunerar melhor", diz.

O diretor comercial da usina Alta Mogiana, Luiz Gustavo Junqueira, crê que o nível de produtividade dos canaviais devem cair nos próximos anos devido a tratos errôneos, como o aumento dos intervalos de renovação das lavouras, o que aumenta a idade média das plantas. "A cana não aceita desaforo. Há dois anos que o mercado está moendo em dezembro, confrontando o próximo canavial. Isso vai se refletir certamente em queda de produtividade nos próximos anos."






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