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Sábado - 24 de Abril de 2010 às 04:30
Por: Jean Campos

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O empresário Ronildo Pereira de Medeiros, processado pelo Ministério Público Federal (MPF) com outras quatro pessoas - sendo uma delas o ex-prefeito de Apiacás, Luiz Carlos Rabecine - por suposto desvio de R$ 125 mil da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), já respondia, pelo menos, a outro processo na Justiça. Apontado como “sócio oculto” dos empresários Darci Vedoin e Luiz Antônio Trevisan Vedoin, Ronildo é acusado de participação no esquema investigado na ‘Operação Sanguessuga’, mais conhecido como a ‘Máfia das Ambulâncias’, escândalo que estourou em 2006.

A empresa Planam, de propriedade dos três empresários, seria o centro do esquema de superfaturamento e pagamento de propinas.

De acordo com as investigações da Polícia Federal, a quadrilha negociava com assessores de parlamentares a liberação de emendas individuais destinadas a municípios específicos. Com os recursos garantidos, o grupo manipulava as licitações e fraudava a concorrência.

Ainda conforme as investigações, a organização negociou o fornecimento de mais de mil ambulâncias em todo o País, gerando uma movimentação financeira de aproximadamente R$ 110 milhões.

Deputados, prefeitos e empresários também foram investigados. O esquema também envolveria parlamentares, suspeitos de receberem comissão para elaborar emendas ao orçamento prevendo a compra dessas ambulâncias.

No esquema que teria participado em Apiacás, Ronildo Medeiros teria ajudado a desviar recurso que deveria ser aplicado na compra de medicamentos e inseticidas para o controle da malária e outras doenças endêmicas no município.

O recurso foi repassado pela União à prefeitura, em 1996, e, em seguida, sacado mediante um cheque endossado pelo prefeito e dividido em quatro ordens de pagamento para contas bancárias particulares em nome dos outros quatro envolvidos. Também são acusados pelo desvio Manoel Vivela de Medeiros, Silvio Lopes e Antônio José de Carvalho, ex-procurador jurídico do município. De acordo com a denúncia do MPF, não foi identificado, durante a investigação, nenhum documento que comprovasse a compra dos medicamentos e inseticidas para o combate e controle da malária na região.

Ambos os esquemas investigados mostram a prática recorrente do uso de emendas parlamentares e repasses da União aos municípios e autarquias como instrumento de corrupção. O último exemplo disso foi a ‘Operação Hygeia’, que desarticulou suposto esquema de desvios e fraudes em licitações e contratos do Governo Federal. Esquema que pode ter desviado quantias que ultrapassam R$ 200 milhões.






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