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Sábado - 17 de Abril de 2010 às 08:05
Por: Eduardo Gomes

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Diretor do Dnit, Luiz Antonio Pagot, fez exposição do projeto de implantação da Ferrovia no município de Água Boa
Diretor do Dnit, Luiz Antonio Pagot, fez exposição do projeto de implantação da Ferrovia no município de Água Boa

Em 2012, o trem apita em Água Boa. O compromisso é do presidente da Valec, estatal encarregada da obra, José Francisco das Neves, o Juquinha, e foi empenhada ontem, naquela cidade, quando da apresentação do projeto da Ferrovia de Integração Centro-Oeste (FIC).

A ferrovia ligará Campinorte à margem da Ferrovia Norte-Sul, na região de Uruaçu, em Goiás, a Vilhena (RO) cruzando Cocalinho, Água Boa e Lucas do Rio Verde. O projeto receberá aporte de R$ 6,4 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento-2 (PAC-2), para ser executado em quatro anos. No entanto, no trecho de 430 km entre Goiás a Água Boa a obra começará neste ano e será concluída em menos de 36 meses. No restante do trajeto, a construção será concluída em quatro anos.

Juquinha revelou que a obra entre Água Boa e Goiás será “rápida” em razão de uma sugestão do presidente do Dnit, Luiz Antonio Pagot, e do sinal verde dado pelo governador Silval Barbosa. A construção exigirá a construção de pontes sobre o rio Araguaia e o das Mortes, o que resultaria em demora na liberação de licenças ambientais para tanto. Porém, em ambas as travessias o licenciamento existe para ponte rodoviária. A Valec aproveitará essa condição adaptando as obras para pontes rodoferroviárias.

Pagot mostrou à Valec a viabilidade da FIC aproveitar as licenças ambientais existentes para pontes rodoviárias no Araguaia e rio das Mortes, e também da readequação - para a passagem do trem - da ponte parcialmente construída sobre o Araguaia.

O presidente do Dnit manteve entendimentos com o governo goiano – que é parceiro da União numa obra inacabada de uma ponte sobre o Araguaia ao lado da cidade de Cocalinho. Goiás concordou na utilização da ponte pelo trem e o transporte rodoviário. O mesmo aconteceu em relação do rio das Mortes, na MT-326, em processo de federalização, onde a travessia é feita por balsas. Silval determinou que o governo transfira a competência da construção da ponte à Valec.

A construção da ferrovia cria um corredor que mantém oferta permanente de 12 milhões de toneladas de commodities que trocarão o transporte rodoviário pelo embarque nos terminais da FIC e estimulará o cultivo de novas lavouras em áreas ora degradadas, sem necessidade de expansão da fronteira agrícola.

Silval destacou o importante papel desempenhando pelo seu antecessor Blairo Maggi e o apoio recebido da ex-ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, para a construção da ferrovia. O governador também mencionou a bancada federal e elogiou Pagot.

O clima era festivo em Água Boa, onde se reuniram prefeitos e vereadores dos municípios no eixo da FIC e Silval assumiu alguns compromissos com obras rodoviárias na região. Porém, o ponto alto de sua fala foi a dura cobrança ao ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, ali presente, para que a União pressione a concessionária América Latina Logística (ALL) pela conclusão da Ferrovia Senador Vicente Vuolo no trecho entre Alto Araguaia e Cuiabá.






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