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Politica MT
Terça - 23 de Fevereiro de 2010 às 21:06
Por: Sabrina Gahyva

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O ex-presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador Paulo Lessa, comparou a punição do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aos dez magistrados mato-grossenses a uma bomba atômica com desdobramentos imprevisíveis.

“A decisão caiu como uma bomba atômica que terá muitos desdobramentos. Porém,  ninguém sabe ainda quais serão seus efeitos. Somos todos expectadores”, pontuou Lessa, em entrevista para o Olhar Direto.

Embora as investigações contra os três desembargadores e sete magistrados por desvio de recursos do Tribunal para socorro a maçons terem sido feitas na época que Lessa exercia a Presidência do TJ, biênio 2007 e 2009, o ex-presidente descarta a existência de "polarização política" dentro do Judiciário mato-grossense.

O desembargador negou ainda que haja confronto político entre ele e o “grupo” liderado pelo desembargador José Ferreira Leite, ex-presidente do TJ, afastado hoje pela decisão do CNJ.
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“O Judiciário está de luto! Todos estão chocados. Tudo ainda terá que ser metabolizado, deglutido”, pontuou Lessa, observando que “o fato abala a credibilidade de toda a instituição”.

Sobre os questionamentos da legalidade da auditoria realizada pela empresa Velloso & Bertolini, responsável pela auditagem que originou as denúncias contra os magistrados, Lessa garante estar tranquilo. “Não houve má-fé no procedimento. Não temo a investigação, tudo deve ser apurado e analisado”, disse.

Em tese, ainda cabe o ajuizamento de mandado de segurança junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o julgamento do CNJ. Entretanto, a decisão do CNJ é considerada a última instância do processo administrativo, sobretudo por conta de ter sido tomada de forma unânime.






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