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Repórter News - reporternews.com.br
Economia
Sábado - 16 de Janeiro de 2010 às 10:35
Por: Jardel Arruda

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O presidente do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras (Sindalcool), Piero Parine, está na expectativa de que o preço do álcool hidratado se mantenha o mesmo até o fim da entressafra da cana-de-açúcar, em março.  A posição é oposta à do presidente do Sindicato dos Revendedores de Derivados de Petróleo (Sindipetróleo), Fernando Chaparro, que prevê novos aumentos.

Segundo Piero, a decisão de reduzir de 25% para 20% a quantia de álcool misturado ao litro de gasolina será a responsável por esta estabilidade dos preços. “A decisão do governo federal traz mais álcool ao mercado. A expectativa é que no mínimo o preço pare de subir”, afirmou o presidente sindicalista em entrevista por telefone ao Olhar Direto.

O raciocínio é que o preço do álcool comporte-se como o de qualquer outra “commodity” nacional, obedecendo à lei da oferta e da procura. Com mais quantidade deste combustível no mercado, a tendência natural é que os valores cobrados permaneçam estáveis, mesmo no período de entressafra da cana-de-açúcar, quando a oferta do produto diminui.

Na quinta-feira (15), Fernando Chaparro afirmou ao Olhar Direto que o álcool pode alcançar um preço superior ao de R$ 2. Caso o combustível realmente chegue a este valor, a gasolina passaria a ser mais vantajosa para o consumidor de Mato Grosso, o que já é realidade na maioria dos estados do Brasil.

Sem problemas com açúcar

Questionado, Piero Parine descartou que a maior destinação de cana para a produção de açúcar estaria motivando o constante aumento no preço do álcool. De acordo com ele, as usinas sucroalcooleiras de Mato Grosso têm a obrigação de abastecer, além do mercado local, Rondônia, Acre e Amazonas. Apenas o excedente seria exportado para São Paulo e destinado à indústria açucareira.

Segundo o presidente do Sindalcool, como a cana-de-açúcar passa pela entressafra a oferta é menor, e como a procura por álcool vinha aumentando, é normal o aumento no preço deste combustível. “Qualquer commodity passa por isso. Na entressafra a oferta é mais justa”.

Ele ainda explica que uma forma de regulamentar o preço é injetar, do próprio estoque, mais produto no mercado. “Mas no momento o governo não possui álcool no estoque, aliás, não possui nenhuma comodity guardada”, ressaltou Parine. “Por isso reduziram a mistura de álcool na gasolina”, concluiu.






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