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Terça - 05 de Janeiro de 2010 às 01:50
Por: Andréa Haddad

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Desembargador do TJ, José Ferreira Leite
Desembargador do TJ, José Ferreira Leite

   No epicentro de um dos maiores escândalos de desvio de recursos do Judiciário mato-grossense, o ex-presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Ferreira Leite, disse não temer o julgamento do processo administrativo instaurado pelo Conselho Nacional de Justiça para investigar suposto pagamento irregular a magistrados ligados à maçonaria. “Finalmente os fatos serão esclarecidos. Nunca houve desvio de recursos”, disse nesta segunda (4), após a solenidade de posse do novo presidente do TCE, conselheiro Valter Albano. Nos bastidores, porém, a expectativa é que o processo só seja julgado após maio, quando o presidente do CNJ, ministro mato-grossense Gilmar Mendes, deixa o cargo. As especulações se devem ao fato de Mendes não querer se indispor com os desembargadores do Estado.

   Ferreira Leite diz que encara com naturalidade o julgamento do processo administrativo e nega que haja uma disputa interna com os desembargadores Paulo Lessa e Orlando Perri, respectivamente, ex-presidente e ex-corregedor-geral do TJ entre 2008 e 2009. “Da minha parte, pelo menos, nunca houve briga por poder, até porque já ocupei todos os cargos que podia, desde presidente até corregedor-geral”, argumenta.

   Há 16 anos no Tribunal de Justiça, Ferreira Leite diz desconhecer os motivos que levaram Perri a denunciá-lo ao CNJ durante a gestão de Paulo Lessa. Na época, o então corregedor-geral apontou a existência de indícios de desvio de recursos e de materiais na construção do Fórum de Cuiabá, além de favorecimento em licitação e tráfico de influência envolvendo magistrados na administração de Ferreira Leite. Este, por sua vez, alega que jamais macularia sua imagem no final da carreira. “Isso não é da minha índole, nem da minha personalidade. Tenho 64 anos e não seria depois dos 60 que iria manchar minha biografia”, argumenta Ferreira Leite.

   Além dele, mais nove magistrados são alvo de investigações por parte do CNJ. São eles os desembargadores José Tadeu Cury e Mariano Alonso Travassos, atual presidente do TJ, e os juízes Antonio Horácio da Silva Neto, ex-presidente da Associação de Magistrados de Mato Grosso (Amam), Marcelo Souza de Barros, Marcos Aurélio dos Reis Ferreira (filho do desembargador José Ferreira Leite), Juanita Clait Duarte, Graciema Caravellas, Maria Cristina Simões e Irênio Lima Fernandes. O processo corre em segredo de Justiça. (Com Flávia Borges)





Fonte: RD News

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