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Economia
Segunda - 04 de Janeiro de 2010 às 19:15

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O governo federal estabeleceu para 2010 meta de exportação 10% maior do que o resultado de 2009. Para este ano, a meta é de US$ 168 bilhões, ante o resultado de US$ 152,25 bilhões de 2009, divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

De acordo com o secretário de Comércio Exterior do ministério, Welber Barral, retomar a presença do Brasil em mercados onde houve maior queda nos níveis de exportação é uma das prioridades para 2010.

O alvo principal são os Estados Unidos, que importaram apenas US$ 15 bilhões do Brasil, contra US$ 27 bilhões em 2008. Dessa forma, deixou de ser o principal importador do país, cedendo o posto para a China.

"Vamos investir muito nos Estados Unidos. Tem muito mercado a ser recuperado. Pode voltar a ser o primeiro destino no final do ano que vem", afirmou Barral.

A China foi o grande destaque de 2009, com um aumento de 23,1% de participação na pauta de exportação brasileira. O foco do Brasil para 2010 em relação ao país asiático é diversificar sua pauta.

Manufaturados

O governo brasileiro está especialmente preocupado com a queda de 27,3% na exportação de produtos manufaturados. Veículos de carga tiveram queda de 49,8%, etanol teve um tombo de 43,3% e automóveis, 33,7%, por exemplo.

Só em dezembro, houve uma redução de 8% na exportação de manufaturados em relação ao mesmo período do ano anterior. Para Barral, isso significa que o Brasil precisa dar ênfase à exportação de manufaturados para reconquistar mercados em queda, como Estados Unidos e Argentina.

Barral afirma que é necessária, além da recuperação dos mercados consumidores, a eliminação de algumas distorções que tornam o produto manufaturado brasileiro menos interessante. Desonerar as exportações é uma das medidas indispensáveis. "Se nossos preços são inflados por tributos nacionais, nós perdemos esses mercados", afirmou.

Dar maior amplitude do "drawback", evitar acumulação de créditos estaduais, aprofundar acordos setoriais e bilaterais são outras medidas que o ministério defende.

Queda nas exportações

Em entrevista coletiva, Barral minimizou a queda nas exportações brasileiras. Segundo dados divulgados hoje, o Brasil registrou em 2009 a pior queda percentual nas suas exportações desde o início da série histórica, em 1950.

De acordo com o secretário, a queda nas exportações foi menor do que a registrada em outros parceiros econômicos brasileiros, como os Estados Unidos. Para Barral, 2010 será um ano de recuperação para o Brasil e seus parceiros, principalmente a Ásia.






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