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Economia
Segunda - 04 de Janeiro de 2010 às 09:17

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Sorriso está em 6º lugar no ranking das cidades de 50 a 100 mil habitantes para fazer investimentos. Nas que tem de 100 a 200 mil o destaque vai para Rondonópolis, na 7ª colocação. Os dados são o resultado de uma pesquisa realizada pela revista Pequenas Empresas Grandes Negócios. As duas mato-grossenses se destacam com elevados índices de crescimento de produção e renda. A lista aponta as 25 melhores localidades para se investir, de acordo com o número da população.

Sorriso é o maior produtor de grãos do Brasil, responsável por mais de 2% da safra nacional e por 17% da produção em Mato Grosso. A agricultura mecanizada de soja, milho, arroz e algodão é a principal fonte geradora de renda da cidade. Há ainda diversas indústrias que exportam grãos. Na pecuária, conta com um rebanho de 40 mil cabeças e tem também o comércio forte. Outras áreas, como de hortifrutos, laticínios e o cultivo da cana-de-açúcar, estão crescendo no município. Sorriso tem duas instituições que oferecem curso superior e conta com seis agências financeiras.

Nos dados do último censo, de 2005, o PIB (Produto Interno Bruto) alcançou R$ 1,253 bilhão com um IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) 0,824, em uma escala de 0 a 1, e índice de potencial de consumo de 0,04% em comparação ao país.

Já Rondonópolis, é apontada como o grande polo de desenvolvimento do Centro-Oeste, atendendo a demanda de 22 municípios, numa região considerada maior produtora de soja e algodão do país. Segundo a PEGN, a previsão é que a cidade se consolide como o principal centro industrial de Mato Grosso. O PIB de Rondonópolis somou R$ 2, 310 bilhão com IDH de 0,791 e potencial de consumo de 0,10%.

O setor econômico baseia-se no agronegócio, no comércio e na prestação de serviços, com destaque para as lavouras de algodão, soja, gado de corte e de leite. Entre as indústrias estão as esmagadoras de soja, têxteis, químicas, de fertilizantes e os curtumes. Na pecuária, foram registrados altos índices de produtividade. Outra fonte de recursos é o turismo, com feiras e agroshows, além do ecoturismo.  Uma das apostas da região está na instalação de uma indústria têxtil de algodão.

São 105 estabelecimentos de saúde, 15 instituições financeiras e 74 cursos universitários. Para os próximos três anos está projetada a  chegada da Ferrovia Ferronorte e do Porto Seco, zona exportadora que irá reduzir os custos de escoamento da produção local.

A pesquisa revelou que o novo boom de riqueza nacional passa longe das grandes metrópoles, que se desenvolvem lentamente ou estão estagnadas. Na última década, o PIB do interior cresceu 49%, cerca de dez pontos percentuais a mais do que o das metrópoles. Além disso, os investimentos econômicos foram deslocados das regiões Sul e Sudeste para o Norte e Centro-Oeste, o que tem impulsionado o crescimento de vários pontos, como as cidades mato-grossenses.

 






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