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Economia
Quinta - 17 de Dezembro de 2009 às 08:53
Por: Marianna Peres

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Entre os anos de 2003 e 2007, o PIB (Produto Interno Bruto) per capita de Cuiabá cresceu 53,07%, o que revela o “boom” econômico por que passou o Estado nos últimos anos, principalmente pelo desempenho do agronegócio. Os dados foram divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Cuiabá é a décima capital brasileira em PIB per capita.

O rendimento médio por habitante, em Cuiabá, de R$ 14,99 mil fica 5,71% acima da média brasileira no mesmo período de comparação, que é de R$ 14,18 mil. A variação em percentual supera o resultado obtido no ano passado, quando o PIB per capita de Cuiabá ficou 1,4% acima da média nacional de 2006. A renda per capita ou rendimento per capita é resultado da divisão da produção local pela população existente.

Na séria histórica do IBGE, o PIB per capita de Cuiabá foi de R$ 9,78 mil em 2003, R$ 12,49 mil em 2004, R$ 13,15 mil em 2005, R$ 13,22 mil em 2006 e de R$ 14,99 mil em 2007. Para apurar o resultado de 2007, o IBGE considerou uma população de 527 mil habitantes. A evolução do PIB per capita está ligada à performance do agronegócio, que registrou amplo desenvolvimento nesta primeira década do século 21. Entre 2003 e 2004, por exemplo, pico da pujança no campo, o PIB per capita teve a maior variação anual, 27,57%. Já quando teve início a crise do agronegócio, entre 2005 e 2006, o PIB mesmo em ascensão reduziu o ritmo, de R$ 13,15 mil em 2006 para R$ 13,22 mil no ano seguinte.

Entre as 27 capitais brasileiras a liderança, pelo quarto ano consecutivo, pertence à Vitória, no Espírito Santo, com PIB per capita de R$ 60,59 mil em 2007. O último lugar pertence a Teresina (PI), que com 780 mil habitantes teve em 2007 PIB per capita de R$ 8,34 mil.

Além de Cuiabá, ficaram com PIB per capita superior à média brasileira, Florianópolis (R$ 17,90 mil), Belo Horizonte (R$ 15,83 mil) e Goiânia (R$ 14,35 mil). Todas as capitais nordestinas ficaram com PIB per capita inferior à média brasileira.

Em 2007, entre os 5.564 municípios do país, São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Brasília (DF), Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR) eram, nessa ordem, os de maior Produto Interno Bruto municipal, e respondiam, juntos, por quase um quarto da economia brasileira. Já as 27 capitais eram responsáveis por 34,4% do PIB brasileiro, sendo que, a maior parte das economias de cada uma das unidades da federação estava concentrada em cinco de seus municípios.

Somente entre municípios, os cinco menores PIB eram, em ordem decrescente, de Olho D´Água do Piauí (PI), São Luís do Piauí (PI), Areia de Baraúnas (PB), São Miguel da Baixa Grande (PI) e Santo Antônio dos Milagres (PI). Somados, eles representavam cerca de 0,001% do PIB do País.

GANHOS E PERDAS – Em outra análise compilada pelo IBGE, o Instituto considera os maiores ganhos e perdas de posição no ranking dos 5.564 municípios do País no biênio 2006-2007. Entre os maiores ganhos percentuais estão Alto Horizonte (GO), Albertina (MG), Cairu (BA), São José do Povo (MT) e Queiroz (SP). As maiores perdas foram em Gavião Peixoto (SP), Borá (SP), Jequiá da Praia (AL), Santana da Vargem (MG) e Ponte Alta do Norte (SC).

Especificamente sobre o município de São José do Povo (262 quilômetros ao sul de Cuiabá), o PIB per capita na comparação anual – 2006 contra 2007 - passou de R$ 2,77 mil para R$ 4,68 mil. O município, como informa o site ‘Mato Grosso e seus municípios’, foi criado pela Lei Estadual nº. 5.486, de 04 de julho de 1989. As origens do município de São José do Povo se associam à história de Rondonópolis, importante pólo industrial no sul do Estado. Destacam-se como uma das principais atividades econômicas do município de São José do Povo a pecuária e a agricultura, com o plantio de algodão, arroz e milho.

AGRONEGÓCIO - O peso do agronegócio mato-grossense se revela nos números do IBGE. Dos mais importantes municípios do Brasil, oito são mato-grossenses e grandes produtores de grãos e fibras.

Em 2007, 202 municípios agregavam cerca de 25% do valor adicionado bruto da agropecuária e 677 municípios, apenas 1%. São Desidério (BA) foi o maior produtor de algodão herbáceo do país e grande produtor de soja e milho. O cenário internacional e o clima beneficiaram as culturas de soja e milho.

Campo Verde, Sapezal, Sorriso, Primavera do Leste, Campo Novo do Parecis, Diamantino, Nova Mutum e Lucas do Rio Verde, municípios mato-grossenses, registraram altos valores das produções de soja (em grão), milho e algodão herbáceo (em caroço). Em 2007, Campo Verde também foi beneficiado pelo aumento no preço da saca de feijão. Sorriso e Sapezal lideraram a produção nacional de grãos.





Fonte: Diário de Cuiabá

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