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Agronegócios
Sexta - 04 de Dezembro de 2009 às 12:15
Por: Maria Angélica de Moraes

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A consolidação de Mato Grosso como o maior produtor de grãos e com o maior rebanho bovino do país está entre os objetivos da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) que apresentou nesta quinta-feira (03) os números da agropecuária mato-grossense no ano de 2009 e as perspectivas do setor para o próximo ano. "Cerca de 70% do Produto Interno Bruto do Estado são oriundos da agropecuária. Mato Grosso é um dos maiores exportadores mas tem também um grande consumo dentro do país. É a solução do ponto de vista da produção de grãos, fibras e carnes", ressaltou Rui Prado, presidente da Famato.

De acordo com o levantamento da entidade a produção da soja na safra 09/09 chegou a 17,4 milhões de toneladas em uma área de 5,9 milhões de hectares. Quanto ao destino do grão 10 milhões/t são voltados à exportação, 5,59 mi/t para o consumo estadual e 1,89 mi/t para consumo nacional. "A soja voltou a se recuperar do ponto de vista de área e produção e ainda é a cultura de maior importância em Mato Grosso", frisou Prado.

Já o algodão sofreu uma retração considerável na última safra. "O algodão apresentou redução na área mas com a tecnologia do algodão adensado talvez encontraremos um ponto de equilíbrio no próximo ano", observou o presidente da Famato. O algodão adensado representa uma redução de custos para o setor da ordem de 20% por conta do espaçamento e do número de dias de plantio menores. Das 780 mil toneladas produzidas na safra 07/08 62% foram destinadas à exportação e 38% ao consumo interno.

A pecuária é um capítulo à parte na economia do setor. Passou por um ano com diversos problemas, da crise e fechamento de frigoríficos à moratória da carne. Foram abatidos 3,11 milhões de cabeças este ano ante 3,23 milhões em 2008, uma queda de 3,5%. As exportações também sofreram redução de 137 mil toneladas em 2009 em comparação com as 186 mil/t no ano anterior, uma retração de 26,2%. Com isso a oferta ao mercado interno cresceu 5,5% de 2008 para 2009. "Cerca de 50% da capacidade de abate está ociosa no estado. Além disso, a arroba do boi caiu muito (6,9% entre 2008 e 2009) mas o preço da carne no varejo não está sendo repassado ao consumidor."





Fonte: A Gazeta

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