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Repórter News - reporternews.com.br
Cultura
Quinta - 03 de Dezembro de 2009 às 14:52
Por: Ana Cristina

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O Curta Cine Malagueta, o 1° Festival Nacional de Curtas de Rondonópolis, uma realização do Núcleo de Cultura Malagueta e Terra do Sol, vai projetar em três dias de programação, produções audiovisuais das regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Entre os dias 4, 5 e 6 de dezembro, na Sala 3, do Rondon Plaza Shopping,bem Rondonópolis, o público poderá conferir curtas-metragens gratuitamente, a partir das 19 horas. A iniciativa tem patrocínio do Governo do Estado de Mato Grosso, por meio do Conselho Estadual de Cultura e apoio da AMAV/ABD – MT.

Na sexta-feira, o documentário em animação stop-motion “Dossiê Bordosa” (SP), de César Cabral, 16min, abre a programação. O roteiro investiga as razões por trás da decisão do cartunista Angeli de matar uma de suas mais famosas criações, a diva underground Rê Bordosa. Na sequência, a produção mato-grossense “Pobre é quem não tem Jipe”, de Amaury Tangará, 26 min, traz a história de um menino que sonhava conhecer o outro lado dos horizontes.

O espectador poderá conferir “Wenceslau e a árvore Gramofone” (RJ), de Adalberto Muller, 15 min, em que o menino Wenceslau descobre a poesia das pequenas coisas lendo os escritos do avô (poemas de Manoel de Barros), que mora numa estranha árvore. O cineasta Leonardo Sant’Ana projeta “Parabéns Vítor”, 18 min. Produzido em Mato Grosso, o curta mostra o aniversário de um juiz sexagenário, que se pega absorto em lembranças do passado, pois na juventude, entregou os amigos revolucionários para a “justiça”. Já o documentário “Menino Aranha” (SP), de Mariana Lacerda, 13 min, narra a real lenda urbana contada no Recife do final da década de 1990.

O curta “Comprometendo a Atuação” (MT), de Bruno Bini, 17 min, escrito em novembro de 2002, narra a o dilema vivido por Wallace (Jonathan Haagensen), jogador do Cuiabá Esporte Clube que se depara diante da necessidade de se dedicar aos treinos e à paixão pela namorada. O curta “Dois Coveiros”(RJ), de Gilson Vargas, 13 min, conta a história de dois irmãos gêmeos que vivem uma situação absurda: um momento derradeiro permeado de ambigüidades, onde a luz ácida, a torridez do sol e a aguardente cristalina, confundem lucidez e loucura.

A programação do dia5, sábado, inicia-se às 19h, com exibição do curta “Os Filmes que não fiz” (MG), de Gilberto Sacarpa, ganhador do Prêmio Vivo e premiado no Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo, que mostra de forma divertida e cínica a filmografia de um realizador completamente desconhecido que tem muitos projetos e roteiros, mas não tem nenhum filme produzido.

“Nó de Rosas” (MT), de Gloria Albuez, 26 min, é o segundo curta da noite. Centrado no universo feminino, Gloria se utiliza dele com propriedade de quem já viveu grandes desafios para contar uma história. “Baseado em Fatos Reais”(MT), de Bruno Bini, 17 min, conta a história de João, que deve R$ 8 mil para um traficante agiota e não tem como pagar. Seus únicos amigos, Cuia e Lucas, vivem com ele a realidade de sua cidade pequena. Depois de uma noite de bebida com os amigos, João acorda com grandes manchas de sangue na camisa. E ele não lembra de nada. Ao procurar Cuia para descobrir o que aconteceu, acaba descobrindo o que não queria.

Já “O menino que plantava invernos” (SP), de Victor-Hugo Borges, 15 min, é uma animação. “Saringangá” (MT), de Marcio Moreira, 10 min, é ambientada numa pequena comunidade do Pantanal mato-grossense, onde uma balzaquiana é seduzida pelos batuques afro-indígenas do boi-à-serra. “Homens”(ES), de Lucia Caus e Bertrand Lira, 22 min, mostra histórias corajosas e reais de homens gays de pequenas cidades brasileiras, nas quais vivenciam a sexualidade nem sempre da melhor forma. Finalizando a programação de sábado, “Dez Elefantes” (RJ), de Eva Randolph, 15 min.

Domingo, para encerrar o Curta Cine Malagueta, o 1° Festival Nacional de Curtas de Rondonópolis, mais sete produções e a noite de premiação. “Fogo” (SP), de Hique Montanari, 21 min, A trama narra os mistérios que envolvem a morte inexplicável de um homem, criando uma rede de inúmeros potenciais suspeitos pelo assassinato. “A Cilada com os cinco morenos”(MT), de Luiz Borges, 15 min, acompanha um casal de jovens, cujo passeio é interrompido na Chapada dos Guimarães. O motivo? buscar o grupo musical Cinco Morenos em Cuiabá. Em seguida, o espectador confere “Brasília” (DF), título provisório do curta de J. Procópio, 16 min e “Horizontem” (MT), de Amaury Tangará, 14min.

Em “Brooker Pitman”(SP), 15min, premiado no Festival de Gramado, Rodrigo Grota dirige a cinebiografia do saxofonista norte-americano Booker Pittman. “Blackout”(RJ), de Daniel Rezende, 10min, traz no enredo, o assessor de um corrupto deputado e um suplente, que se deparam com situações que provam que tudo na vida pode sim piorar.

Para finalizar a mostra do Curta Cine Malagueta, “A Arquitetura do corpo” (MG), de Marcos Pimental, 21min, um documentário sobre bailarinos, suas formas, suas dores e seus sonhos.

Premiação – A platéia vai eleger a produção que mais agradou, por meio de voto do júri popular. O 1º lugar pelo júri popular na categoria Curta Nacional vai arrebatar R$ 2.500 e troféu Pariko. O 2º lugar Curta Nacional leva R$ 1.500 mais troféu Pariko. O 1º lugar Curta Mato Grosso ganha R$ 1 mil e o troféu Pariko. Elaborado pelo artista Roberto Almeida, o troféu Pariko significa cocar na língua Bororo. Jovem artista da região Centro-Oeste, Roberto de Almeida é a mais promissora revelação da escultura popular brasileira nas duas últimas décadas. Roberto era um sem terra que, nos acampamentos em tempo vago, recolhia troncos no mato e começou a entalhar, quando descobriu sua arte.

Para o Coordenador Geral do Festival, José Roberto de Souza, Rondonópolis, o segundo município mais importante economicamente do Estado, vivencia uma nova fase, oportuna para a efervescência artística, em que a cidade, repleta de jovens mato-grossenses, delineia sua identidade cultura. “O cinema traz imagens, sons e sensações, projeta e narra contornos de uma história da qual todos fazemos parte. Possibilitar o acesso de diferentes públicos, por meio de exibições públicas e gratuitas, oficinas e palestras, a produções e leituras audiovisuais realizadas em Mato Grosso e pelo Brasil contribui na construção dessa identidade cultural”, destaca Roberto.





Fonte: Da Assessoria

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