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Meio Ambiente
Quarta - 12 de Agosto de 2009 às 08:05
Por: Patrícia Sanches

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O governador Blairo Maggi (PR) concedeu uma espécie de "moratória do gado" para conter a devastação da Amazônia. A medida é parecida com um acordo feito entre o republicano e os produtores de soja em 2006. Desde então, a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) e suas empresas associadas não vendem as produções de soja oriundas de áreas que forem desflorestadas dentro do Bioma Amazônico. Agora, o governador está convocando os frigoríficos para não comprar gado criado em áreas recém-desmatadas. Esta é uma tentativa de conter os lucros de pecuaristas que desmatam indiscriminadamente e, consequentemente, conseguir manter as áreas verdes da floresta amazônica mato-grossense.

O governador explica que a decisão não é compulsória, mas as empresas que não aderirem podem perder oportunidades de negócios. Para a medida funcionar, o governo mato-grossense vai usar imagens de satélites, inicialmente destinadas a monitorar a expansão da soja, para mapear a pecuária. Os frigoríficos então poderão identificar fazendas com áreas recém-desmatadas, evitando comprar gado de lá. "A moratória da soja funcionou tão bem que convoquei alguns frigoríficos para fazerem algo similar", argumenta Maggi, em São Paulo, onde ministrou uma palestra.

Sua decisão surge pouco depois da Ong Greenpeace divulgar um relatório que apontou a pecuária como a que mais "alimenta" a destruição da Amazônia. Segundo o Greenpeace, grande parte da carne exportada pelo Brasil vêm de fazendas onde há desmatamento ilegal recente. Mato Grosso tem o maior rebanho bovino do país e uma das maiores taxas de desmatamento da Amazônia. "Cerca de 25 milhões de hectares, ou 26% do nosso território, é usado para a pecuária. É uma pecuária extensiva, quase uma tragédia, um animal por hectare", pondera Maggi, que pretende adotar medidas para que o Estado adote a pecuária intensiva.





Fonte: RD News

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