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Economia
Quinta - 16 de Abril de 2009 às 10:13

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Entre as oito atividades investigadas na pesquisa de comércio varejista do IBGE, houve queda nas vendas em fevereiro, ante mês anterior, em tecidos, vestuário e calçados (-1,1%); móveis e eletrodomésticos (-1,2%); e livros, jornais, revistas e papelaria (-9,1%).

Na mesma base de comparação, houve expansão em combustíveis e lubrificantes (2,7%); hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,9%); artigos farmacêuticos (1,9%), equipamentos de escritório e informática (4%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico, inclusive lojas de departamento (4,3%).

Já na comparação com fevereiro do ano passado, os destaques de crescimento nas vendas ficaram com artigos farmacêuticos (12%), equipamentos de escritório e informática (11,3%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (10,5%).

O segmento de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que tem o maior peso (cerca de 30%) na pesquisa de comércio varejista do IBGE, registrou aumento de 5,6% nas vendas em fevereiro ante igual mês do ano anterior, respondendo por mais de 70%, ou 2,8 pontos porcentuais, da expansão das vendas totais do varejo no período, que foram de 3,8%. Ante janeiro de 2009, as vendas do segmento cresceram 2,9%.

No acumulado do primeiro bimestre deste ano, as vendas dessa atividade registram alta de 6,3% e, nos últimos 12 meses até fevereiro, o avanço é de 5,2%.

O técnico da coordenação de serviços e comércio do instituto, Reinaldo Pereira, disse que as vendas dos supermercados continuam sendo beneficiadas pelo aumento da massa salarial e, ainda, pela queda nos preços de alguns produtos alimentícios.

Para ele, os bons resultados do comércio varejista em geral em fevereiro refletem a continuidade do aumento da renda, com manutenção do consumo doméstico. Pereira diz que a crise não afetou o mercado de trabalho no Brasil como ocorreu em outros países, o que beneficia o varejo.

"Ainda há restrição de crédito, a crise está instalada no Brasil e há incertezas, mas não existe um problema grave de desemprego, a massa salarial continua em alta e a inflação controlada garante um aumento na renda real, tudo isso está ajudando o mercado interno e o varejo", disse. De acordo com Pereira, a massa salarial teve aumento de 6,2% em fevereiro ante igual mês do ano passado.





Fonte: AE

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