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Economia
Quinta - 30 de Outubro de 2008 às 13:16
Por: Laryssa Borges/Direto de Brasí

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Ao traçar as perspectivas das principais obras de infra-estrutura, o comitê gestor do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), coordenado pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, observou que a atual política econômica e os próprios empreendimentos capitaneados pelo governo dão "confiança" para que o Brasil possa enfrentar a crise econômica mundial. Ainda assim, a equipe econômica admite rever as metas de crescimento, atualmente em 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB), para o próximo ano.

"Há uma alteração nessa trajetória tão acentuada de crescimento, mas não temos dados ainda para medi-la", comentou o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, responsável por divulgar nesta quinta-feira, durante o 5º Balanço do PAC, o cenário macroeconômico do País.

"Até final de novembro teremos uma definição dos novos parâmetros", disse, lembrando que caso seja necessário, o governo pode rever a atual meta de 4,5% do crescimento para 2009.

De acordo com o governo, mesmo com as medidas tomadas pelo governo dos Estados Unidos e pela União Européia (UE), e com as iniciativas do Brasil de ampliar crédito para os setores de construção civil e agricultura e de dar mais prerrogativas para os bancos Central, do Brasil e Caixa Econômica, "em 2009 a economia mundial será afetada e sofrerá uma desaceleração em virtude da maior restrição e seletividade do crédito".

Apesar da possibilidade de redução do crescimento no próximo ano, o comitê gestor observa que "o sucesso da política econômica em geral e do PAC em particular fornece maior confiança para enfrentar o novo desafio dado pela atual crise internacional".

"Em virtude dos novos desafios enfrentados pela economia brasileira, o governo (...) reforça a importância desse programa para assegurar o crescimento da economia brasileira em bases sólidas neste e nos próximos anos", explicou o ministro do Planejamento.

Inflação

Na avaliação do comitê gestor, a despeito do atual cenário, a inflação ficará dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para 2008, "fato que deixará o Brasil entre poucos países do mundo a atingir a meta de inflação deste ano". Para 2009, a expectativa do governo é que a inflação caminhe para o centro da meta (4,5%).





Fonte: Redação Terra

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