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Internacional
Quarta - 08 de Outubro de 2008 às 06:29
Por: EFE

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O candidato democrata, Barack Obama, derrotou na noite desta terça-feira seu adversário republicano, John McCain, no segundo debate para as eleições à Presidência dos Estados Unidos, de acordo com as pesquisas divulgadas logo após o fim do evento.

A sondagem feita pela rede de TV CNN com 675 eleitores que viram o debate indica que 54% dos espectadores acreditam que o senador por Illinois venceu o debate em Nashville (Tennessee), enquanto 30% consideram que McCain se saiu melhor.

Além disso, a pesquisa da CNN indica que a imagem de Obama melhorou após o debate, aumentando de 60% para 64% o número de eleitores que o vêem favoravelmente. A opinião sobre McCain permaneceu invariável: 51% dos eleitores vêem favoravelmente o candidato republicano, o mesmo percentual de antes do debate.

Já uma pesquisa elaborada para a rede CBS também indica a vitória ao candidato democrata, com 39%, contra 27% para o republicano. Analistas também afirmaram na imprensa americana que Obama foi o vencedor do debate.

O comentarista David Gergen, da CNN, disse que o candidato democrata "foi melhor em suas respostas e soube se conectar com as mulheres". Na emissora MSNBC, a apresentadora Rachel Maddow considerou que Obama venceu o debate porque se comportou "como se McCain não estivesse presente".

Um grupo de eleitores indecisos da Pensilvânia reunidos pela MSNBC atribuiu a Obama a vitória no encontro com 60% de sua preferência, contra 40% para McCain.

Encontro

O segundo debate entre os presidenciáveis se centrou na crise econômica, repetindo o mote do primeiro embate entre os candidatos, há quase duas semanas. Em resposta a perguntas formuladas por 80 eleitores indecisos e internautas, os candidatos reafirmaram suas plataformas de campanha, dando ênfase a seus históricos políticos e pessoais.

O encontro em Nashville era tido como oportunidade crucial para o senador republicano reverter a vantagem de Obama nas pesquisas de intenção de voto. Desde o acirramento da crise financeira, o democrata ampliou sua margem de intenção de voto em nove pontos sobre McCain, que é cada vez mais associado ao governo impopular do presidente, também republicano, George W. Bush.

Devido a essa queda no desempenho, a expectativa era a de que McCain atacasse Obama com mais ferocidade, mas isso não chegou a acontecer. No fim de semana antes do encontro, as duas campanhas ameaçaram elevar o tom dos ataques, com os republicano acusando o democrata de terrorista e Obama afirmando que McCain tentava distrair o foco da economia.

Em meio à maior crise financeira do país desde a Grande Depressão de 1929, Obama e McCain também tentaram mostrar aos eleitores que sabem as dificuldades que o povo enfrenta e o que é necessário para superar o momento difícil. Eles reiteraram suas vidas de dificuldades e superação.

Os ânimos se exaltaram quando os candidatos discutiram políticas dos EUA para as guerras no Iraque e no Afeganistão. Obama defendeu a priorização da ofensiva americana no Afeganistão, "onde a Al Qaeda e o Taleban estão", em detrimento do fronte no Iraque.

"Precisamos apoiar a democracia no Paquistão e trabalhar ao lado do governo local, mas se tivermos Osama bin Laden à vista e eles não quiserem colaborar, teremos de agir. Temos que matar Bin Laden", acrescentou o democrata.

McCain interpretou a declaração com ironia, afirmando que Obama estava ameaçando atacar o Paquistão. "O senador Obama gosta de falar alto. Nossas relações com o Paquistão são críticas, precisamos do apoio deles. Não podemos ameaçá-los", afirmou o republicano.

Os dois presidenciáveis participam ainda de um último debate, na quarta-feira (15). O confronto acontece na Universidade Hofstra, em Hempstead, Nova York. O jornalista Bob Schieffer comandará o evento sobre a economia americana em formato similar ao do primeiro encontro, onde os dois debatem diretamente.

Com agências internacionais





Fonte: Folha Online

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