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Repórter News - reporternews.com.br
Economia
Quinta - 24 de Julho de 2008 às 08:57

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O presidente do Sindicato da Indústria Frigorífica de Mato Grosso (Sindifrigo), Luiz Antonio Freitas, diz não querer causar polêmica, mas afirma não ser verdade a versão dada pelos produtores para a alta no preço da carne. Ele admite que o abate de bovinos no Estado caiu em torno de 19% desde o mês de janeiro e que o responsável por isso é a falta de oferta de boi gordo.

Segundo Freitas, esta é uma informação de domínio público e todos já sabem que essa falta de boi para abate está acontecendo por conta da matança de fêmeas promovida há aproximadamente dois anos para regular o preço da arroba, que estava baixo.

Freitas aponta ainda que apesar da indústria frigorífica estar trabalhando no vermelho, vem sendo colocada como bode expiatório da alta da carne. Ele argumenta que os pecuaristas devem se informar mais sobre o andamento do mercado nacional e internacional porque o mercado mato-grossense é pequeno e não dita tendências de preço.

Conforme o presidente do Sindifrigo, o preço da carne no atacado reduziu R$ 0,60 por quilo nos últimos 12 dias, o que é equivalente a R$ 9 por arroba. Com isso o frigorífico baixou em torno de R$ 4 a R$ 5 que paga pela arroba do boi gordo, portanto, estaria ainda com déficit.

Freitas diz ser incoerente a alegação de que a indústria reduziu o abate para forçar a baixa da arroba porque a ociosidade traz prejuízos à empresa. De acordo com ele, o custo fixo do frigorífico por animal abatido é de R$ 50 a R$ 55. Isso significa que um dia parado em uma planta que abate mil animais diariamente representa um prejuízo de R$ 50 mil. Freitas pondera que Mato Grosso tem indústria com bom porte para abate mas que não consegue atingir a capacidade porque não tem boi.

"Eu até entendo que os pecuaristas tenham que defender o lado deles, mas eles precisam se informar mais sobre o mercado. Não é justo o que estão dizendo. Não é nosso interesse tirar a lucratividade do produtor porque, se eles entrarem em crise não teremos boi para abater e a indústria também será prejudicada". Freitas destaca ainda que o boi subiu de US$ 20 para US$ 50 em Mato Grosso e em nenhum momento a indústria foi a público reclamar.





Fonte: A Gazeta

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