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Economia
Quarta - 11 de Junho de 2008 às 16:18

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O dólar comercial foi trocado por R$ 1,641, baixa de 0,36%, nos últimos negócios desta quarta-feira. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 1,760 (venda), em alta de 0,57%.

A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) sofre perdas de 1,03%, para 67.079 pontos (índice Ibovespa). O giro financeiro é de R$ 5,71 bilhões.

Os três índices de inflação divulgados hoje surpreenderam o mercado financeiro, ao apontarem taxas acima das projeções divulgadas nos últimos dias. O mercado futuro de juro reagiu prontamente e elevou ainda mais as taxas DI tanto no curto (2009) quanto no médio prazo (2010), reforçando a percepção de alguns analistas de que o aperto monetário terá que ser mais intenso do que o previsto.

Profissionais de mercado operam com a avaliação de que juros domésticos mais altos ampliam a diferença com juros americanos, o que tende a manter atrativos os ativos financeiros para investidores externos e deprimir os preços da moeda americana. Esse quadro é ainda mais reforçado pelos recentes "selos de qualidade de bom pagador" que o país recebeu das agências de rating (nota de risco de crédito) Standard & Poor´s e Fitch.

O Banco Central entrou no mercado de câmbio por volta das 12h28 e comprou dólares por R$ 1,6480 (taxa de corte). Até ontem, o nível das reservas internacionais era de US$ 198,062 bilhões.

Juros futuros

Na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros), o mercado futuro de juros ajustou para cima as taxas projetadas para 2009 e 2010.

No contrato de janeiro de 2009, a taxa projetada passou de 13,17% ao ano para 13,28%; no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada subiu de 14,76% para 14,81%; e no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada foi mantida em 14,86%.

Inflação

Entre as principais notícias do dia, a inflação medida pelo IPCA teve variação de 0,79% em maio, ante 0,55% em abril, mais uma vez, puxada pelo forte incremento nos preços dos alimentos. O número está na banda superior das expectativas do mercado financeiro.

Já o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP), registrou alta de 1,30%, enquanto a primeira prévia do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), que teve variação de 1,97%.

O fator principal que pressionou os índices de inflação foi a alta dos preços de alimentos, um fenômeno sobre o qual economistas não esperam arrefecimento nos próximos meses. "Os dados evidenciam uma persistência de aumento. Dado que os preços estão subindo no mercado internacional, que o consumo no mercado doméstico está forte, assim como no mercado mundial, não se vislumbra, no curto prazo, um movimento de reversão de alta dos produtos alimentícios", afirmou a pesquisadora do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Eulina dos Santos.

"[A pressão dos preços dos alimentos] não é algo que vai reverter de uma hora para outra", avalia Nuno Fouto, coordenador do Provar (Programa de Administração de Varejo). "Você tem uma demanda aquecida, não apenas pelo lado da renda, que realmente teve um crescimento, mas também pela questão do crédito", acrescenta.

O coordenador do Provar lembra ainda que a alta das commodities ainda tem impactos sobre os custos da cadeia produtiva, que em algum momento serão repassados pelo varejo. "Esse é o perigo de você aceitar um pouco de inflação: não se trata apenas de ajustar preços. É uma questão também para recuperar margens de ganho que foram perdidas em alguns produtos e que você tenta compensar em outros".





Fonte: Folha Online

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