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Economia
Segunda - 14 de Janeiro de 2008 às 19:04
Por: CHICO SIQUEIRA

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ARAÇATUBA, SP - Pela quinta semana consecutiva, e em plena entressafra, o preço do álcool hidratado cai nas usinas do Estado de São Paulo, maior produtor do País. No entanto, a queda, que chega a 5,5%, não foi sentida e pode demorar a chegar aos postos de combustíveis.

Segundo indicador semanal do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP), o litro do álcool hidratado, usado para abastecer os carros nas bombas, era vendido a R$ 0,75356 em 14 de dezembro e chegou a R$ 0,71187 em 11 de janeiro, uma queda de 5,5%. Somente na última semana, o preço caiu 2,8%, de R$ 0,7306 em 4 de janeiro para R$ 0,71187 no dia 11. Com isso, o álcool chega ao menor valor nominal para o mês de janeiro dos últimos quatro anos. Só em janeiro de 2004, quando chegou a R$ 0,50920, o preço esteve tão baixo.

Apesar da queda, o preço do álcool combustível não caiu nos postos de combustíveis do Estado, segundo as pesquisas feitas pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Nas últimas quatro semanas, de acordo com a ANP o preço médio do álcool foi de R$ 1,30 nos postos.

Segundo a pesquisadora Marta Cristina Maistro, do Cepea, a queda dos preços nas usinas ocorreu devido aos estoques formados em novembro pelas distribuidoras para o final de ano. "Entre outubro e novembro, o preço do álcool acumulou um reajuste de 22%, saltando de R$ 0,58548 em outubro para R$ 0,71609 em novembro. Como não foram feitas grandes compras em novembro, a alta foi perdendo força", explicou. As férias, que retiram grande quantidade de carros das ruas e a pressão menor de oferta em plena entressafra foram alguns dos motivos da queda apontados por ela.

Para a pesquisadora, essa queda não é sentida rapidamente nos postos devido à configuração dos custos das distribuidoras a uma defasagem natural que existe até que haja nova reposição de estoque por parte dos postos de combustíveis. "É possível que o repasse demore um pouco e o consumidor só vai se beneficiar desta queda lá na frente", diz.




Fonte: Agência Estado

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