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Politica Brasil
Quarta - 28 de Novembro de 2007 às 07:24
Por: Joanas Dantas

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O ano de 2010 é o prazo limite fixado pelo diretor-geral do Departamento Nacional de Infra-estrutura e Transporte (Dnit), Luiz Antônio Pagot, para concluir as obras, hoje paralisadas, da BR-163 em Mato Grosso. A garantia foi dada a 15 prefeitos do Estado, para mais quatro deputados federais, dois senadores e instituições ligadas ao agronegócio presentes na reunião ocorrida hoje no órgão federal, em Brasília. O início previsto para colocar as máquinas na pista é a 2ª quinzena de maio.

O diretor não falou em valores para a continuidade das frentes de trabalho na rodovia. Disse, porém, que não haverá limites de recursos para a infra-estrutura brasileira, sobretudo, na região da Amazônia Legal e no Centro Oeste, uma recomendação, afirma Pagot, do próprio presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva.

“Vamos gastar o que for necessário para concluir a BR 163 não apenas em Mato Grosso, mas em sua totalidade chegando a Santarém, no Pará. Temos estudos de ampliação, duplicação desta BR e de outras que cortam o Estado. Em alguns trechos há vários problemas de ordem jurídico, ambiental entre outros, contudo, a determinação é dar celeridade naquilo que for possível. Temos certeza que não faremos tudo em curto prazo, mas também não vamos admitir morosidade nos processos”, frisou o diretor-geral.

Um dos presentes no encontro, o deputado federal Homero Pereira, ressaltou o trabalho de todos os parlamentares no sentido de viabilizar recursos para a melhoria das estradas do Estado, as quais figuram entre as piores do país.

“Com Pagot à frente do Dnit, tenho certeza que haverá um grande salto de qualidade e melhoria não apenas nas rodovias, mas em todos os modais do país. Em Mato Grosso, a implementação da BR 163, uma das mais importantes para o Estado, significará retorno de investimentos das empresas interessadas em desenvolver importantes pólos de negócios no Estado”, afirmou Pereira.

A malha rodoviária federal de Mato Grosso é de apenas 4.100 km, apenas 3.300 km são pavimentados. Segundo o diretor-geral o objetivo é ampliar, elevando para 9 mil a extensão da malha com asfalto. “A proposta é ousada, mas esse é o espirito que queremos perseguir”, assinalou.

Dentre os projetos, um é federalizar a MT 322, e passará a se chamar BR 080. Ela inicia na região de Serra Dourada e passa por cinco municípios mato-grossenses (São José do Xingu, Matupá, Alta Floresta e Colniza) chegando a Machadinho/Ariquemes em Rondônia, um corredor de 1.850 km. A proposta depende da aprovação do Congresso Nacional.

Os prefeitos gostaram do que ouviram. Um deles, Max Joel Russi, de Jaciara (144 km de Cuiabá), afirma ser boa a expectativa. Conforme Russi, seu município carece de investimentos no aspecto visual da entrada da cidade, fundamental para um local que tem no turismo uma fonte econômica e de geração de emprego local importantes.





Fonte: Olhar Direto

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