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Nacional
Terça - 27 de Novembro de 2007 às 18:15

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Independentemente da decisão do PSDB e do DEM de acelerar a tramitação da proposta de emenda constitucional (PEC) que prorroga a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), mais uma semana com a pauta do plenário obstruída significará que a matéria não será aprovada neste ano. A avaliação é do líder do PMDB no Senado, Valdir Raupp (RO), que não descarta a possibilidade de convocações extraordinárias às sextas-feiras e aos sábados para aprovar a matéria até 31 de dezembro.

"Se tiver que votar a CPMF, a proposta de Orçamento [para 2008], como já fomos convocados para trabalhar numa segunda-feira, poderemos ser convocados para uma sexta, um sábado", afirmou. Raupp lembrou que as Mesas do Senado e da Câmara dos Deputados já tomaram tal atitude em outras votações. Ele citou como exemplo a tramitação da PEC da Reforma da Previdência.

Para a líder do bloco do governo, Ideli Salvatti (PT-SC), mais do que avaliar a iniciativa da oposição, o importante é o governo trabalhar para conseguir os votos necessários à aprovação da CPMF. "Primeiro temos que trabalhar a nossa base conversando com os senadores. E também conversar com senadores do Democratas e do PSDB, que têm se mostrado acessíveis à proposta de prorrogação da CPMF".

No DEM, que fechou questão quanto à matéria, Ideli Salvatti afirmou que os senadores Adelmir Santana (DF), Jonas Pinheiro (MT) e Jayme Campos (MT) estão acessíveis às conversas com a base do governo. "Eles não têm se recusado a conversar", disse Ideli. Ela ressaltou, no entanto, que os parlamentares do DEM têm explicado as dificuldades enfrentadas pelo fato de o partido ter fechado questão. "Não tenho dúvida de que teremos votos na oposição", acrescentou.

O líder do PSB, Renato Casagrande (ES), disse que atitude tomada pelo DEM e PSDB fortalece o Senado. "A oposição está com a convicção de que tem votos para derrotar, e cabe ao governo agora trabalhar para conquistar os votos necessários para aprovar a CPMF. Vamos para o voto", afirmou Casagrande.




Fonte: Agência Brasil

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